quinta-feira, 6 de março de 2014

“Tenho sido tratada com o maior desrespeito”, diz Eliane Aquino

Por Max Augusto
Em entrevista coletiva concedida na manhã de ontem, a ex-primeira-dama Eliane Aquino confirmou que é filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disse que vem sendo tratada com desrespeito por alguns setores da sigla. “Não sou farsante, peço que me respeitem. De uma hora para outra, deixei de ser militante do partido e virei militante social. Desde os meus 14 anos milito e estou neste partido, sempre estive e vou continuar”, afirmou a esposa do falecido governador Marcelo Déda (PT).

 Assegurando a sua filiação ao PT, Eliane Aquino disse que sempre acreditou na política como instrumento de transformação, para fazer o bem, e deixou claro: “Eu sou filiada, tenho certeza. Assinei a ficha em Brasília e pedi transferência para o Estado de Sergipe. O que aconteceu nesse processo eu não sei. Sou filiada aos Partidos dos Trabalhadores desde julho de 1999 e isso não vão me tirar”, falou Eliane, apresentando ampla documentação e mostrando que seu nome constava numa relação de aptos a votar no Processo de Eleição Direta (PED) do partido.
 Ela ainda lembrou que nunca se declarou candidata a cargo algum e que não foi ela quem levou esse debate a público. “Eu sempre disse que não havia conversado com a direção do partido, ninguém nunca me ouviu falar que quero ser candidata. Mesmo se eu quisesse, esse não seria o momento. Mas o importante é lembrar que todo mundo sempre me viu na rua fazendo militância para o PT, sempre defendi esse partido onde estive”, explicou.
 Ódio
Eliane ainda se queixou por estar sendo alvo de um verdadeiro bombardeio e falou que foi inserida neste debate sem receber qualquer tipo de informação da direção estadual da sigla. “Fiquei sabendo de tudo através da imprensa. Sou da paz, não quero esse ódio para minha vida e não desejo esse ódio pra ninguém. A forma que estão colocando as coisas, não estou entendendo nada, porque tanto medo de que Eliane Aquino esteja no processo?”, questionou.

 Em relação à retirada do seu nome para a disputa no Senado, ela disse que seu nome estaria à disposição se fosse agregar – e caso contrário, não teria interesse. “Tomei a decisão sem comunicar aos meus amigos, não quero estar num partido onde as coisas estão desta forma”, prosseguiu, afirmando ainda que mesmo com a apresentação da sua ficha de filiação, problemas ainda serviriam.

Ela também reclamou que ao saber da sua entrevista coletiva, petistas concederam entrevistas logo de manhã cedo, nas rádios. “Não me venham com essa história de querer me desqualificar com essa falta de respeito. Sem nem saberem o que eu tinha pra falar, já me atacam o tempo inteiro. Fiquei sabendo pela imprensa que tinha quinze dias para provar minha filiação, que respeito é esse, que companheirismo é esse?”, desabafou.

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