sábado, 22 de março de 2014

Mendonça critica a poluição e a falta de investimento nos recursos hídricos brasileiros

Na data em que celebra o Dia Nacional da Água, comemorado anualmente no dia 22 de março, o deputado federal Mendonça Prado (Democratas/SE), fez duras críticas ao descaso com os recursos hídricos brasileiros, principalmente quando se observa a poluição e a falta de investimento.


“Já se foi o tempo de se entender que nossos recursos hídricos não podem mais ser tratados como uma coisa e sim como um bem jurídico público escasso e, portanto, muito precioso ao nosso país. Devemos fazer uma defesa intransigente do meio ambiente, pela simples razão de que, ao protegermos a natureza estamos protegendo a nós mesmos”, enfatizou o parlamentar.

Mendonça Prado defende a sustentabilidade, a proteção do meio ambiente e, em conseqüência, a própria dignidade da vida humana. O “Atlas Brasil: Abastecimento Urbano de Água”, produzido pela Agência Nacional de Águas no ano de 2010, aponta que 55% dos municípios brasileiros poderão ter abastecimento de água deficitário até o ano de 2015. Os principais motivos desta calamidade anunciada são a poluição de nossos mananciais e a falta de investimento nas redes de capacitação e distribuição dos recursos hídricos. A publicação ainda aponta que, para sanear tais problemas, seriam necessários recursos da ordem de R$ 22,2 bilhões de reais.

O deputado sergipano relembrou que, no ano de 2013, a Região Nordeste sofreu o pior período de estiagem dos últimos 50 anos. “Esta é uma catástrofe que deve servir de exemplo para que assumamos, enquanto país, que a água é um bem precioso e que temos que protegê-la enquanto um patrimônio nacional. E, portanto, deve ser objeto de políticas públicas sensatas que a tratem com o cuidado que lhe é devido”.

Por fim, Mendonça Prado destacou a situação do Rio São Francisco, o rio da unidade nacional, que banha cinco Estados – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas – recebendo água de 90 afluentes pela margem direita e 78 afluentes pela margem esquerda, num total de 168 afluentes, sendo 99 deles perenes.

“Este rio foi assoreado, por um projeto nababesco de transposição, orçado atualmente em torno de R$ 8,2 bilhões de reais. A transposição do Rio São Francisco, até o momento, é ineficiente e muito dispendiosa para nossa nação. Este projeto desvia recursos que deveriam ser melhores utilizados na conservação e revitalização de nossos rios e demais recursos hídricos. Já não podemos aceitar que nossos mananciais sejam tratados como esgotos. Está na hora da Câmara dos Deputados ser um agente de mudanças e de proteção na seara ambiental”, afirmou Mendonça Prado.

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