segunda-feira, 24 de março de 2014

Gualberto nega acordo para apoiar nome de Angélica para o TCE


O deputado estadual Francisco Gualberto (PT), líder da bancada de governo na Assembleia Legislativa, negou, durante a sessão de hoje, a veracidade de informações da imprensa sobre um suposto entendimento com a oposição na Casa para que seja dada prioridade à votação do Proredes em troca da eleição de Angélica Guimarães (PSC) para conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Nunca houve qualquer conversa nesse sentido envolvendo o governador Jackson Barreto, nem Angélica Guimarães, nem Venâncio Fonseca e muito menos eu. Nunca tratamos desse assunto. Se tivéssemos feito qualquer tipo de acordo, não faríamos em segredo”, afirma o deputado Gualberto. Segundo ele, a nota na imprensa “não traduz um milímetro sequer de verdade”.

Sobre a possibilidade de acordo com a oposição, Francisco Gualberto disse que já propôs aos deputados adversários a possibilidade de se manifestarem sobre o projeto que envolve a saúde pública do Estado. “Queremos que a oposição possa se manifestar sobre todos os aspectos do projeto. Queremos conversar. E eu me assumo como interlocutor para os pleitos da oposição”, informou Gualberto.

O referido Proredes, que chegou a Assembleia em agosto do ano passado e continua sem tramitar, consiste no financiamento de U$ 100 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e U$ 40 milhões em contrapartida do Governo do Estado para fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Queremos que a Casa tramite o Proredes porque se trata de um projeto de Estado, e não de governo. Somente a população é que ganha com isso”, disse o petista.

Sobre a eleição para conselheiro do TCE, cujo prazo final para inscrição de nomes é o dia 28 deste mês ao meio dia, Francisco Gualberto disse que aguardará as definições dos candidatos para tomar sua posição. “Se o grupo do nosso governo apresentar um candidato, logicamente que votarei neste candidato. Portanto, não tem acordo para votar em outro nome”, garante. “E é bom frisar que nem sempre a gente pode se pautar pelo o que diz a imprensa, e nem a imprensa pode se pautar somente pelo o que dizemos”.

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