segunda-feira, 31 de março de 2014

ANDRÉ MOURA: “Aliança entre PSC e PSB é possível”


Por MAX AUGUSTO 
 
Nesta segunda-feira o PSB entrega ao governo do Estado todas as secretarias e cargos que ocupa na administração. Com isso, o presidente estadual do PSC, deputado federal André Moura, avalia que a aliança entre PSC e PSB, na eleição deste ano é possível – já que o PSC hoje não descarta conversa com partido algum, a não ser com o PMDB como governador Jackson Barreto. Sobre uma possível campanha milionária do senador Amorim, conforme citam alguns boatos, André desmente e diz que não haverá uma campanha milionária. Será enxuta, sem fábulas de dinheiro, mas com uma esturtura necessária, que vai estar a disposição. O deputado mostra ainda que seu PSC ainda sonha com uma aliança envolvendo o DEM do prefeito João Alves Filho, e aguardar sua decisão de disputar ou não o governo do estado – mas, garante, sem pressioná-lo.




JORNAL DA CIDADE - O PSC ainda tem esperanças de receber o apoio do prefeito João Alves Filho (DEM), para a eleição deste ano?

ANDRÉ MOURA - A nossa intensão, já dissemos isso reiteradas vezes, é de que o arco de alianças que foi construído para a eleição de João Alves, em 2012, seja mantido. Fomos importantes para a vitória, afinal, João venceu em primeiro turno com uma margem pequena, e sabemos que nossa contribuição foi importante. Queremos que o mesmo arco de alianças, com os partidos de oposição, se mantenham para e eleição de 2014. Esse é o nosso desejo, nunca escondemos isso.



JC - O PSC tem mantido contatos políticos com João Alves? Como estão as conversas?

AM - Temos sempre tido contatos e conversas com dr. João. Desde o início da sua gestão, ele tem sempre estado conosco, com o senador Eduardo Amorim, fazendo uma parceria, em termos de recursos para capital. Logicamente que no momento certo vamos conversar política. Mas temos uma etapa para vencer agora, que é saber se ele sai ou não candidato ao governo. Se sair, temos que respeitar e vamos para a campanha, ele candidato e Eduardo Também. A candidatura de Eduardo é irreversível, seja até mesmo para enfrentar João. Se dr. João ficar na Prefeitura de Aracaju, vamos abrir um diálogo com ele na área política, em termos de apoiamento. Em termos de aliança, composição, não temos conversado. Estamos, de forma respeitosa, aguardando a posição do pefeito João Alves. Não adianta pressionar, estamos deixando ele muito a vontade.



JC - O senhor avalia que já é possível uma aliança entre o DEM e o PMDB?

AM- Eu acho que é um aliança, na minha opinião, que o povo de Sergipe não iria entender em hipótese nenhuma. A sociedade brasileira, e Sergipe não é diferente, está atenta às movimentações políticas. O povo de Sergipe já deu demonstrações de que determinados acordos políticos a sociedade não aceita, como o acordo de Albano e Jackson, onde existiu reprovação. Não tenho dúvida que a população não iria entender a aliança Jackson e João, afinal o povo se lembra das agressões que João, Maria e o genro de dr. João sofreram de Jackson - e as agressões do próprio Mendonça [Prado]. Os pronunciamentos de Jackson atingindo a família, as coisas foram para o lado pessoal, Mas sabemos que da parte de Jackson, não há problemas. Ele faz qualquer tipo de acordo para chegar ao poder. Ele já foi inimigo e aliado de todos: Déda, João, Maria... Par chegar ao poder ele é capaz de tudo Agora ele faz afagos e acena para adversários históricos, faz de conta que esqueceu de tudo. Mas doutor João sempre se mostrou correto na sua história política e posições, e não tenho dúvida que no momento certo ele vai se posicionar.



JC - O PSC pode se unir ao PSB na eleição deste ano?

AM - PSC só não pode se unir em Sergipe ao PMDB. Porque se unir ao PMDB é se unir ao atraso, às mazelas que tomam conta de Sergipe, à mesmice, a tudo aquilo que combatemos: o descaso com a saúde, segurança e funcionalismo. Não podemos nos unir a um governo como esse, que desdenha e desrespeita o funcionalismo. Com esse não podemos sentar para dialogar, mas com todos os outros estamos sentando para dialogar. Dialogar na política é sempre importante, sem se distanciar dos nossas pontos de vista e posições.



JC - Houve um acirramento entre PSC e PSB, há pouco tempo. Houve o episódio da Codevasf e outras tensões. Isso inviabilizar uma aliança entre os dois partidos?
AM -
Isso não inviabiliza, porque as nossas divergências foram no campo político, e nunca pessoal, sempre de forma respeitosa. A divergência pode existir na politica, sempre há divergências entre os partidos. Não houve extrapolamento para o pessoal, sempre tivemos bom relacionamento com Valadares Filho, o senador Eduardo Amorim (PSC) tem uma amizade muito boa com Valadares. Na eleição de 2012 houve um diálogo com eles e discutimos a possibilidade de apoiar candidatura de Valadares Filho. A aliança com o PSB é possível, sim. No caso da Codevasf, depois das nossas divergências muitas coisas foram ajustadas, exatamente por conta do debate.



JC - O bloco dos partidos comandados por Eduardo Amorim (PSC) pode disputar o governo sozinho, sem outros grupos?

AM- Não é o que nós queremos. Queremos manter o arco de aliança que construímos e se possível ampliá-la. Lógico que se não for possível, estamos preparados, dentro dos nossos 14 partidos liderados pelo senador, temos nomes para uma chapa majoritária competitiva.



JC - Como o senhor avalia as pesquisas eleitorais que vêm sendo divulgadas, mostrando crescimento do governador Jackson Barreto e estagnação ou queda das demais candidaturas?

AM - Avalio como extremamente positiva para Eduardo Amorim. Dr. Joao continua na liderança, é um nome consolidado na opinião pública de Sergipe, já foi govenador. Isso por si só, pela história dele, justifica o seu primeiro lugar, ainda que semo mesmo percentual apresentado no início das pesquisas. Em relação a Jackson, considero o resultado dele extremamente ruim, porque qualquer governo, por mais desgastado e desastroso que seja, com tantos erros, tem no mínimo 30% em qualquer pesquisa. Isso todo mundo sabe, quem conhece política sabe disso. E Jackson Barreto, com tanta propaganda enganosa, gastando milhões, autorizando obras que não são iniciadas,

não chega aos 30%. Jackson deveria repensar inclusive em retirar a sua candidatura, porque sua performance nas pesquisas é muito ruim. Já Eduardo Amorim, para nós, o resultado está empatado tecnicamente com quem esta no poder. Eduardo é um nome novo que vai se consolidar, em todas as eleições que participou tem se mostrado assim.



JC - O PSC terá candidato ao senado? O senhor será candidato?

AM- O PSC faz parte de um grupo de partidos liderados por Eduardo Amorim. Queremos ampliar esse arco de alianças, e para isso, temos que estar com as duas vagas majoritárias a disposição. Nem eu nem ninguém do agrupamento politico pode querer ocupar as duas vagas, porque aí não estaríamos contribuindo com o projeto maior. Queremos as duas vagas para compor, mas se não houver composição, não acredito nisso, temos nomes extremamente competitivos à disposição: Pode ser eu Adelson Barreto, Laelson Oliveira, Ricardo Franco... São nomes que engradecem qualquer chapa.



JC - Lara moura pode disputar um mandato de deputado federal?

AM- Não, essa possibilidade não existe, candidato a federal sou eu. Se por acaso eu viesse a compor a chapa majoritária, logicamente que não poderia ter candidato proporcional, não teria o apoio dos proporcionais. Não vejo ela sendo candidata.



JC - Reinaldo Moura já decidiu seu destino? É candidato a estadual?

AM- Ele está pronto, filiado ao partido e com o nome á disposição, mas não posso falar por ele. Ele tem afirmado que será candidato. Neste momento ele está muito voltado para o Clube Esportivo Sergipe, está até mais focado do que na política.



JC – São verdadeiras as informações de que o PSC e Eduardo Amorim dispõem de muitos recursos financeiros para aplicar na campanha de 2014?

AM- A campanha do senador Eduardo Amorim será uma campanha que não precisa de milhões de reais, como precisa uma candidatura desgastada do governo, que gasta milhões de reais tentando enganar o povo. Aproveito para chamar a atenção da Justiça, estamos protocolando ações, porque estão gastando milhões de reais em uma campanha antecipada. É uma campanha clara, uma afronta à Justiça . Quando se vai para o interior, na as inaugurações de obras, os discursos são políticos, é campanha clara e aberta. A candidatura de Eduardo terá uma estrutura necessária, com os pés no chão, sem apoio do poder e governo. Será uma campanha enxuta, não será nenhuma campanha milionária, terá o básico de qualquer campanha. Não existem fábulas de dinheiro, mas existe uma estrutura necessária que vai estar à disposição. 


JC - O governador Jackson Barreto (PMDB) disse esta semana que a presidente da Assembleia Legislativa, Angélica Guimarães, estaria sendo pressionada para não votar o Proredes, um empréstimo cujos recursos serão para a Saúde. Existe essa pressão?

AM - Primeiro o govenador Jackson tem que tratar de forma mais respeitosa o Legislativo. A história de Jackson Barreto é tratar com desrespeito a todos. Ainda mais a deputada Angélica, que preside com competência e firmeza. Jackson gostaria que ela se curvasse e tivesse medo do que ele fica falando, mas Jackson Barreto tem que entender que aquele Jackson que todo mundo conhece, que xinga todo mundo, ninguém tem medo mais. Quando a deputada Angélica e seus pares entenderem que será o momento correto, ela tomará a posição certa e correta, não adianta pressionar. E logicamente que os deputados têm que ter responsabilidade, porque Sergipe não aguenta mais tantos empréstimos, a Assembleia não pode mais continuar a conceder tantos empréstimos. Jackson não pode querer pressionar pensando que o legislativo vai se curvar a ele.

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