terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Jackson cobra aprovação do ProRedes e destaca crescimento de Sergipe na abertura dos trabalhos da AL‏

O governador Jackson Barreto participou da abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Sergipe (AL/SE) na  segunda-feira, 17. Na primeira sessão legislativa do ano, ele apresentou os avanços econômicos e sociais de Sergipe durante o ano de 2013 e cobrou celeridade na aprovação do ProRedes.


Na mesa de votação da Casa legislativa desde agosto, o programa consiste no financiamento de U$100 milhões de dólares do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e U$40 milhões em contrapartida o Governo do Estado para fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo geral deste programa é contribuir para a melhora da saúde da população de Sergipe, especialmente a mais vulnerável, por meio do fortalecimento da gestão do SUS e do SUAS e da expansão da rede física de serviços especializados de saúde de média e alta complexidade.

“Em nome das famílias mais carentes, por favor, aprovem o ProRedes. Esse projeto está aqui na Assembleia desde agosto do ano passado. São recursos de mais de R$200 milhões. Mostrei de forma objetiva como esses recursos serão utilizados no hospital do Câncer, no fortalecimento da assistência materno-infantil, do Sistema Único de Saúde, enfim, toda a área de saúde do estado. É um financiamento que precisa da aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional, que depende da capacidade de endividamento do Estado. O no último dia 11, o representante do BID nos mandou um alerta ‘ou aprova, ou Sergipe vai perder o recurso’. O ProRedes está pronto, é preciso apenas que a Assembleia aprove e permita ao Estado dar início ao trabalho. No entanto, o prazo está se esgotando, e se ele não for aprovado em tempo hábil, Sergipe perderá R$ 240 milhões. Aqui, os grandes prejudicados serão justamente as camadas mais carentes da população. Aqueles que, por dever e por compromisso, cabe a nós proteger e zelar”, diz.

Os recursos do ProRedes serão utilizados na estruturação do Centro Especializado em Reabilitação, na aquisição de equipamentos do Centro de Atenção Integral à Saúde das Mulheres; reestruturação do sistema estadual de Saúde, com reforma e ampliação dos Centros de Especialidades do SUS em Lagarto, Itabaiana, Nossa Senhora do Socorro, Propriá e do conjunto Augusto Franco, em Aracaju, e a construção do Laboratório Central do Estado, resolvendo um dos principais gargalos do sistema de saúde de Sergipe, que é a marcação de exames.

O Proredes também destina recursos para equipar melhor e ampliar os serviços oferecidos por todas as 9 maternidades do Estado, como por exemplo a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e Santa Isabel, as maternidades de Lagarto, Itabaiana e Capela, e os setores materno-infantil dos hospitais de Nossa Senhora do Socorro, Nossa Senhora da Glória, Propriá e Estância.

Carnalita

Jackson Barreto também solicitou o apoio dos deputados a favor do projeto Carnalita. O projeto da Vale do Rio Doce para explorar potássio em Sergipe depende da autorização do prefeito de Capela, município detentor de parte das minas de potássio. Com a execução do projeto, estima-se que serão gerados 4.000 empregos diretos e 10.000 indiretos na fase de construção, e 1.000 empregos diretos e 2.750 indiretos na fase de operação.

“Peço licença para fazer um apelo. Receio que a radicalização nos leve a um confronto que coloque em risco os interesses de Sergipe. Estejam advertidos para o risco de perdermos uma das maiores oportunidades de desenvolvimento que nos foi oferecida. Com a responsabilidade do cargo que exerço, continuo buscando um denominador comum para o projeto Carnalita. Não haverá como justificar ao povo de Sergipe a perda de R$4 bilhões. Além disso, a péssima impressão causada pelo projeto Carnalita pode afastar novos investimentos de Sergipe. Não permitamos que isso aconteça. Ninguém sairá vitorioso com a perda do projeto Carnalita”, afirmou.

Economia

O crescimento econômico de Sergipe durante o ano de 2013 também foi destaque durante o pronunciamento do governador.  Ano passado, o Estado atraiu grandes investimentos nos setores de serviços, automóveis e energia, como a instalação de um refinaria de petróleo no município de Carmópolis e a descoberta de um campo de petróleo na costa sergipana, capaz de produzir mais de 100 mil barris de petróleo por dia.

“Tenho orgulho de dizer que, apesar dos prognósticos sombrios, conseguimos fazer de 2013 um ano de realizações. Nos últimos anos, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial, Sergipe vinha vivendo um processo de acelerado crescimento econômico, atraindo novas empresas e indústrias e distribuindo-as por todo o Estado, como a Leite de Rosas, a Crown e a Duchas Corona. Mas 2013 se revelou um ano acima de qualquer expectativa. Tivemos a instalação da Yazaki, uma das maiores multinacionais do ramo de peças automotivas, que se instalou em Nossa Senhora do Socorro e deve gerar até 1600 empregos diretos. A Bull Motors, fábrica de motocicletas e ciclomotores, anunciou a sua instalação em Socorro, devendo gerar mais de 800 empregos e a Amsia Motors anunciou a sua instalação na Barra dos Coqueiros, onde deverá produzir automóveis híbridos. Essas empresas do ramo automobilístico internalizarão um importante elo da cadeia produtiva, que certamente terá impacto muito importante na economia de Sergipe e do Nordeste. Acima de tudo, colocam Sergipe em um novo patamar. Vão longe os tempos em que a economia de Sergipe era movida pelo pequeno comércio e pelos engenhos de açúcar."

“Vale a pena destacar ainda a chegada da Saint Gobain, empresa francesa que vai se instalar em Estância, investindo R$ 228 milhões e gerando 1400 novos empregos. A Almaviva, empresa italiana de telemarketing, se instalou em Aracaju com a previsão de gerar 3500 empregos, já contratou mais de 5 mil pessoas, mudando a face e a vocação do Bairro Industrial, que de localidade em processo de esvaziamento econômico se viu integrando a moderna área de serviços tecnológicos”.

Infraestrutura

As obras de infraestrura como a construção de adutoras para ampliação da uma rede de abastecimento de água comprovam o empenho do Governo do Estado em melhorar a qualidade de vida dos sergipanos.

“O que dá sentido ao trabalho é fazer mover todo o governo para cuidar do nosso povo. Temos um ritmo de entregas, inaugurações e serviços inédito na história recente deste Estado. Todas as semanas, em algum ponto do Estado, estamos entregando à população uma nova Clínica de Saúde da Família, uma escola reformada, uma nova praça, estamos oferecendo um novo serviço que torna melhor a vida de um sergipano ou uma sergipana. Equilibramos as contas públicas e afastamos o fantasma do não pagamento dos servidores e do descumprimento dos contratos. Com as finanças normalizadas, pudemos acelerar o rimo das obras públicas.”

O governador disse ainda que o Governo está fazendo uma revolução no abastecimento de água do com as adutoras do Alto Sertão, Sertaneja e Umbaúba-Tomar do Geru, além da duplicação da Adutora do São Francisco. "Nós já tínhamos dado um passo importantíssimo para garantir água para todos os sergipanos. Conseguimos mudar uma situação que se repetia a cada verão, e já há alguns anos a Grande Aracaju, por exemplo, não sofre racionamento de água. Em 2013 finalmente concluímos e fechamos as comportas da Barragem do Rio Poxim, uma obra de importância estratégica imensurável, que vai garantir o abastecimento de água da Grande Aracaju pelos próximos 30 anos e, incidentalmente, ainda vai oferecer à região metropolitana, finalmente, um local adequado para a prática de esportes aquáticos, o que posteriormente se tornará uma nova atração turística, esportiva e de lazer”.

Estiagem

Conforme Jackson, a estiagem é historicamente um dos mais graves problemas que Sergipe atravessa periodicamente. O ano de 2013 se insere nesse contexto como um dos momentos de estiagem mais grave. "A seca que afligiu nosso Estado atingiu seu nível máximo no ano passado. E por isso foi tão importante a atuação do Governo. Além de uma série de obras de infraestrutura e prevenção, como limpeza de barragens e construção de açudes, o Governo cuidou melhor de cada sergipano afetado pela seca. Levou água, garantiu comida na sua mesa e ajudou a preservar os rebanhos, garantindo o fornecimento de alimento para os animais. E só quem viu sabe o que isso representa para o homem do campo. Nas minhas viagens pelo interior do Estado, poucas coisas são tão reconfortantes quanto ver a alegria do pequeno produtor, do pequeno lavrador, ao ver chegar a ração que o Governo fornece para os seus animais”.

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