segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Trauma do Huse ganha nova estrutura e otimiza os serviços

"Um espaço mais humanizado!" Essas são as palavras do auxiliar de enfermagem Vladimir dos Santos que atua na Ala Verde Trauma do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), setor que passou por uma adaptação visando a otimização do serviço, melhoria do fluxo de atendimento dos pacientes e das condições de trabalho dos profissionais.



De acordo com o diretor técnico do Huse, Manoel Gomes Bisneto, desde a quinta-feira, 9, os pacientes que estavam internados na Ala Verde da unidade hospitalar foram remanejados para o novo espaço. "Nas últimas 24 horas, foram transferidos 23 pacientes para este novo local. São pacientes da ortopedia e, também, que estão em estado de observação médica da neurologia. Essa medida foi programada para contribuir com a fluidez, evitando a superlotação em um mesmo espaço, que chega a assistir cerca de 60 pacientes", explica.

Ainda de acordo com o diretor técnico, a individualidade dos pacientes está sendo preservada já que a nova ala apresenta divisórias entre os leitos. "A privacidade dos pacientes está mais reforçada, principalmente para o momento da higiene pessoal", afirma.

A técnica de enfermagem da nova Ala Verde, Geilza Cardoso, elogia a nova medida adotada pelo Hospital de Urgências de Sergipe. "O novo setor favoreceu bastante as condições de trabalho. Ficou muito mais fácil observar os pacientes, realizar administração dos medicamentos e aprimorar a qualidade da assistência", pontua.

O sistema de refrigeração foi outro fator positivo apontado pela equipe multidisciplinar. "Agora ficou muito mais confortável. O ar-condicionado refrigera muito bem. Além disso, a nova organização do espaço faz com que os pacientes tenham mais conforto e comodidade enquanto estiverem internados", complementa Geilza Cardoso.

A mudança para o novo ambiente chamou atenção dos acompanhantes dos pacientes assistidos pelo hospital. A dona de casa Eulina Santos acompanha a cunhada que foi vítima de um atropelamento. Ela conta que, diferente do que comentaram com a ela, o espaço encontra-se bem estruturado.

"Ouvi comentários que a Ala Verde do Huse estava superlotada, cheia de macas pelos corredores. Quando cheguei ao hospital, encontrei uma realidade bem diferente. Todo espaço está muito bem dividido, o que oferece mais conforto. Além disso, com um número menor de pacientes, a assistência poderá ser mais direcionada. O Huse é para atender casos difíceis e mais problemáticos", argumentou Eulina. 

Perfil

O Hospital de Urgências de Sergipe é referência no atendimento de alta complexidade e, em média, realiza quase 13 mil atendimentos por mês.  Desses atendimentos, 57% dos atendimentos de porta são de pacientes da regional Aracaju, 23% da regional de Nossa Senhora do Socorro, 18% das demais regionais e 2% de outros Estados.

De acordo com Wagner Andrade, diretor operacional da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), as unidades hospitalares gerenciadas pelo Governo do Estado desempenharam um importante papel na Rede Estadual de Urgência e Emergência. Com o funcionamento e a ampliação dos serviços nesses hospitais, tornou-se possível reduzir o número de encaminhamentos de casos de baixa e média complexidades para o Huse, garantindo para a população o atendimento descentralizado.  Ao longo do ano, os hospitais regionais contabilizaram mais de 650 mil atendimentos.

"Pra se ter uma ideia, foram abertas 350 cirurgias ortopédicas nos Hospitais Regionais. O Hospital de Socorro faz, hoje, 120 cirurgias ortopédicas eletivas, Itabaiana e Lagarto cerca de 100. Em traumatologia, são feitas quase 800 cirurgias pelo SUS, 300 no Hospital Cirurgia, e, na faixa de 350 a 450 no máximo, 100 no Huse e 350 distribuidas nos Hospitais Regionais", explica o diretor operacional.

Wagner Andrade comenta ainda que a grande demanda tanto no Huse quando nos Hospitais Regionais é feita por acidentes motociclísticos. "Praticamente 70% dos acidentes são de moto. O setor de trauma não é o que mais sofre, mas, sim, a porta de entrada que é a área Azul. São pacientes que não deveriam estar no Huse. 
Por exemplo, de quase 70 pessoas que estão internadas, 50% são oriundas do trauma e o restante cirurgias gerais, torácicas e vasculares. Temos 180 pessoas no Pronto Socorro que são pacientes clínicos e não deveriam estar no Huse. São pacientes que deveriam estar nos hospitais Zona Norte ou Zona Sul, nos postos de saúde do interior", esclarece.

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