segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fábio Reis: “Todos os partidos querem indicar o vice de JB”

Por MAX AUGUSTO 

O PMDB quer ocupar mais cargos no governo do estado, mas sem tomar espaço dos aliados. A afirmação foi do deputado federal Fábio Reis (PMDB), que em conversa com o JORNAL DA CIDADE/BLOG DO MAX fez uma breve análise da conjuntura política em Sergipe. Ele acha que alguns postos, ocupados por indicações pessoais do ex-governador Marcelo Déda (PT), podem ser preenchidos por integrantes do PMDB. Sobre o período turbulento na base governista, o deputado disse que em todas as boas famílias existem problemas, mas nesse caso específico, não há nada que não possa ser resolvido por um ‘pai’ atencioso. Além de dizer que Jackson Barreto está pronto para governar Sergipe, Fábio também falou sobre os problemas da telefonia móvel e se manifestou contrário ao financiamento público de campanhas eleitorais. Leia a seguir a entrevista.


Blog do Max - Com Jackson Barreto no governo, o PMDB vai brigar para conseguir mais cargos?
Fábio Reis - Não acredito nisso. O maior projeto dentro do PMDB é a reeleição do nosso governador e a manutenção da aliança partidária que deu a vitória a Marcelo Déda e Jackson Barreto em 2010. Mas isso não quer dizer que o partido não queira mais espaço no governo. O PMDB quer mais, mas sem tomar espaço dos partidos aliados. Existem posições que eram da cota pessoal do ex-governador Déda e que podem ser perfeitamente preenchidas por integrantes do PMDB. Mas deixo claro que esta iniciativa deve ser tomada pelo nosso governador, de modo que ele tenha total liberdade para montar a sua equipe da forma que achar melhor. 


JC/BM - O PMDB de Lagarto quer o que do governo?
FR - Quer o sucesso do governo. Quer que Jackson Barreto tenha lucidez, paciência e muita saúde, para implantar a sua marca no governo e para que possa melhorar ainda mais a vida dos sergipanos.


JC/BM - Jackson une PMDB, PT, PSB e os demais partidos, ou há risco de rachas?
FR - Jackson não só une como está maduro, tranquilo e preparado para esta missão. Em todas as boas famílias existem problemas, mas nada que um bom pai, com uma boa conversa, não consiga colocar a em ordem. Claro que os nossos adversários estão trabalhando e torcendo para que tenhamos problemas no nosso grupo, mas todos sabem da importância da unidade e são maduros suficientes para separar o joio do trigo.


JC/BM – O senador e o vice da chapa de Jackson Barreto deverão sair de quais partidos?
FR - Esse é um assunto, na minha opinião, que só deve ser tratado na hora certa: ou seja, em junho, nas convenções estaduais. Agora é hora de arregaçar as mangas e tocar inúmeras obras em todo estado, corrigir rotas e trabalhar, trabalhar e trabalhar. 


JC/BM - É grande a disputa para ser o vice de Jackson Barreto?
FR - A disputa é grande e boa, todos sabem do potencial de Jackson Barreto, e sabem que ele não poderá disputar, depois de reeleito, o mesmo cargo. Então, é natural que todos os partidos queiram disputar essa vaga. Mas repito, essa não é a hora de tratarmos disso, o momento é de trabalhar pelo povo sergipano.
JC - Jackson deve procurar João Alves Filho (DEM) visando estabelecer uma aliança política ou deve tentar manter a estrutura atual da coligação?
FR - Jackson pensa primeiro em incrementar suas ações para melhorar ainda mais a vida dos sergipanos, depois deve conversar com os partidos da base aliada. E aí sim, deve partir para ampliar a base de apoio.


JC/BM - Quanto custará uma campanha governador, senador, deputado federal e estadual? De onde virá esse dinheiro?
FR - Difícil fazer um balanço agora, mas os partidos estão se preparando para isso. O dinheiro vem do fundo partidário e das doações eleitorais.


JC/BM - O senhor é a favor ou contra o financiamento público das campanhas?
FR - Totalmente contra. Não acho justo usar dinheiro do povo brasileiro para campanhas eleitorais. O dinheiro do povo deve ser invisto em ações que beneficiem a população e não para fins eleitorais.


JC/BM - O que JB deve fazer para conduzir a campanha e garantir a vitória em 2014?
FR - Quem sou eu para ensinar padre a rezar [risos]. Jackson Barreto tem uma experiência política extraordinária. É um líder nato, conhece todos em Sergipe, é gente do povo. Ele ama ajudar aos mais pobres, além de ser um homem de uma religiosidade singular. Já exerceu quase todos os cargos importantes da política sergipana, já cometeu erros, claro, e acho que não vai querer cometer novamente… Então, ele sabe perfeitamente que deve estar ao lado do povo, não se deixar se encantar pela mosca azul e ter a paciência e humildade necessária para transpor as pedras que surgirão no seu caminho. Jackson Barreto é ainda um dos poucos políticos que fazem política com coração, com sentimento. Isso é um diferencial muito importante na política atual.


JC/BM - Amorim é um opositor difícil para Jackson? Porquê?
FR - Eu votei em Amorim e Albano para o senado, tenho respeito por ele, é um nome que deve ser respeitado, mas acredito que ainda não será dessa vez que ele irá comandar o nosso estado. Acho que Jackson está mais maduro e preparado pra governar o nosso estado por mais 4 anos.


JC/BM - Amorim está fazendo uma campanha rica, no interior de Sergipe?
FR - A campanha ainda não começou, não acredito que ele já tenha colocado seu bloco na rua. Nesta época, existem boatos de todos os tipos…


JC/BM - Como é a situação da telefonia em Sergipe, principalmente no interior do estado?
FR - A situação atual é ruim. Não só no interior do Estado, mas também na capital. São inúmeros os relatos de ligações interrompidas e falta de sinal. No entanto, a pressão feita em cima das operadoras foi grande e recebemos muitas promessas de melhorias no serviço. O próximo passo é aguardar e cobrar que elas sejam feitas o quanto antes. 


JC/BM - O senhor tem se reunido com representantes da Anatel e das operadoras, existem promessas de melhorias específicas?
FR - Sim. Me reuni com representantes das quatro operadoras (Tim, Vivo, Oi e Claro) e todas elas garantiram melhorias na qualidade do serviço prestado em Sergipe. A Vivo, por exemplo, disse que Colônia 13 terá sinal de celular em junho deste ano. A Tim garantiu a instalação de nove antenas, além de fibra ótica. A Claro e a Oi não informaram de que forma irão investir em Sergipe, mas prometeram melhorias. Este é um tema que acompanharei de perto em 2014.



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