terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Secretária Joélia Silva fala sobre Gabinete de Crise em entrevista ao Bom Dia Sergipe

A secretária de Estado da Saúde, Joélia Silva Santos, falou em entrevista hoje pela manhã no Bom Dia Sergipe, da TV Sergipe, sobre a formação do Gabinete de Crise e adiantou que irá acompanhar o governador Jackson Barreto na audiência marcada para esta quinta-feira com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar de financiamento e dos problemas da Saúde.


“Tranquilizo a população de que a formação desse Gabinete de Crise não significa que estejamos em crise em nossas unidades sem condições de fazer as atividades necessárias para garantir a saúde e a segurança do paciente. O Gabinete foi instalado justamente para prevenir que isso aconteça”, enfatizou a secretária. 

Ela esclareceu que a reunião ocorrida na sexta-feira foi para estabelecer medidas estratégicas sobre a rede hospitalar e de urgência e emergência do Estado. “A intervenção não é nem na gestão da Fundação Hospitalar de Saúde nem na gestão dos dois maiores hospitais do Estado que ficam aqui na capital, o HUSE e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. É verdade que a Maternidade foi a causa maior para que pudéssemos detectar a situação que ela estava passando naquela sexta-feira e fazermos a intervenção”, esclareceu.

A secretária informou que, durante o café da manhã com o governador ontem pela manhã, foram definidas algumas estratégias a serem adotadas internamente. “Vamos ao maior agente financiador da Saúde nesta quinta-feira, que é o Ministério da Saúde, a quem fora solicitado uma audiência com Alexandre Padilha, para tratar, junto com o governador, sobre a instalação desse processo de ajuda mútua e cooperação”, disse. Deste café da manhã, participaram, também, os secretários de Estado da Fazenda, Jéferson Passos, e o do Planejamento, José Sobral, além do diretor geral da FHS, Hamilton Santana.

Joélia Silva Santos ressaltou que será dado ciência ao ministro sobre os aportes financeiros que o Estado vem fazendo, com recursos do Tesouro do Estado, de cerca de 70%  para assegurar os serviços de saúde no Estado, “enquanto o Ministério da Saúde tem aportado apenas cerca de 30% no financiamento para funcionamento da rede”, destacou.

Gestão compartilhada - Com relação à atuação da Fundação Hospitalar de Saúde, ela informou que a nova diretoria executiva, assim que assumiu a gestão da rede hospitalar, visitou todas as unidades e levou aos superintendentes de todas elas, e mais recentemente ao Samu, a necessidade de adotar um gerenciamento corresponsável.

“Isso significa que o superintendente e a sua equipe devem avaliar e conferir todos os contratos para ver se todos os serviços foram prestados como deveriam e para que tenham recursos em suprimento de fundos para resolver pequenas pendências e que não fiquem esperando tão somente pela licitação, podendo, assim, disparar processos mais rápidos”, destacou a secretária durante a entrevista à TV Sergipe.

Mais ações preventivas - A secretária informou que a SES já vinha discutindo um Comitê Gestor Estadual de Atenção às Emergências em Saúde Pública e Eventos de Massa. “A Copa do Mundo está se aproximando e estamos já epidemiologicamente estudando quais as doenças que acometem a população da Grécia, trabalhando de forma preventiva para que se faça uma barreira epidemiológica a fim de que não apareçam surtos epidêmicos que prejudiquem a nossa população”, adiantou.

A Brigada da Dengue também se mantém preparada, bem como os carros fumacê, para, em caso de eventualidade, como a que foi anunciada pelos agentes de saúde e endemias da capital, da possibilidade de greve dessa categoria, não deixar a população sergipana desassistida.

Procuradores - Em relação à demanda dos procuradores, levada semana passada ao Ministério do Trabalho, a secretária esclarece que essa não é uma atitude para o Gabinete de Crise, mas para a administração interna da FHS e que já está ciente do assunto. A secretária informou que para resolver essa situação, já está disponível o 15º andar no Edificio Estado de Sergipe e que a equipe de arquitetos já está trabalhando para melhorar as condições de trabalho.

Quanto às medidas adotadas para solucionar as questões de leitos de UTIs no Estado, a secretária explicou que foi antecipada a mudança de onde funcionava a antiga UTI para o primeiro piso da ala nova diante do problema apresentado no sistema de refrigeração do Huse. “Estamos concluindo a mudança para a ala nova. Provavelmente essa semana o governador fará uma visita de entrega, porque já tem pacientes, totalizando 65 leitos completamente reestruturados nessa UTI, melhorando as condições de trabalho”. falou. Em relação a Itabaiana, ela acrescentou que a unidade está com os leitos praticamente prontos, “mas estamos com problema na formação da escala de profissionais médicos”, informou.

“Então o Gabinete de Crise também serve para isso: para tratar da falta de escala e do não cumprimento da escala de profissionais, a exemplo de Nossa Senhora do Socorro, que tivemos a demissão de oito profissionais, haja vista que teve a intervenção do Coren, por falta de segurança, quando a população invade o hospital para tumultuar o atendimento, colocando em risco a integridade física dos nossos servidores”, falou.

A secretária reforçou que todas essas medidas administrativas que estão sendo tratadas serão levadas para o ministro da Saúde para que ele tenha conhecimento. “As exigências do Coren e Cofen, que tenhamos enfermeiro supervisor nas unidades de suporte básico do Samu, assim como todas as questões e situações serão discutidas do ponto de vista assistencial na próxima quinta-feira, no Ministério da Saúde “, finalizou.

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