segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

‘Rodando no Macio’ continua parado desde Outubro

 Por Max Augusto
 
 
Uma das ações mais divulgadas pela Prefeitura Municipal de Aracaju, no início da atual gestão, foi o programa “Rodando no Macio”, que teria o objetivo de recapear vários quilômetros de ruas e avenidas na capital – indo além da simples e costumeira “operação tapa-buracos”. Mas a iniciativa está suspensa desde o início da segunda quinzena de outubro, por falta de asfalto. Enquanto isso, a Prefeitura continua realizando apenas os velhos “remendos”.


 

O secretário municipal da Infraestrutura, Luís Durval, confirma que o programa Rodando no Macio está mesmo suspenso. Segundo ele, as ações foram prejudicadas porque a Petrobras não está conseguindo fornecer asfalto com regularidade. “Temos sido abastecidos de forma bastante irregular e o motivo alegado é o excesso de consumo de asfalto que está havendo no final do ano. Assim, não está havendo a garantia de regularidade do insumo chamado CAP, que é o principal material para a produção de asfalto”, explicou Durval.

 

Ele disse ainda que o programa rodando no macio possui um consumo muito elevado de matéria-prima, pois a quantidade de asfalto usada para tapar buracos é mínima, mas para realizar o recapeamento das pistas, o consumo é muito maior.  “A Petrobras não nos deu previsão de quando o fornecimento será regularizado, por esta razão estamos nos limitando hoje a tapar buracos”, continuou o secretário.

 

O último trabalho de recapeamento feito pela Prefeitura de Aracaju foi iniciado em uma das vias da avenida Heráclito Rollemberg, mas não foi concluído. Outro fator que vem gerando dificuldades para o programa, ainda segundo Luís Durval, são as fortes chuvas fora de época - que além de prejudicar as ações que estão sendo feitas, acabam abrindo mais buracos. “Essas fortes chuvas no mês de dezembro não são comuns e atrapalham muito o planejamento da secretaria”, concluiu Durval.

 

Asfalto

A Petrobras é hoje a única fornecedora de asfalto para a Prefeitura de Aracaju. O contrato que está vigente foi resultado de uma licitação, e ao contrário do que muita gente pensa, a unidade da empresa que fornece o insumo não é a que está sediada na capital sergipana, trata-se da Petrobras Distribuidora. O chamado CAP (derivado de petróleo que é o principal insumo para a produção do asfalto) vem da Bahia, e a unidade já está com a sua capacidade produtiva no limite, necessitando muitas vezes importar o insumo do da unidade do município de Betim, em Minas Gerais.

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