quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Eduardo Amorim visita Ministério Público para discutir caos na saúde

Promotoria dos Direitos à Saúde recebeu parlamentares e médicos para debaterem situação do setor em Sergipe

Dando prosseguimento as ações voltadas para buscar uma solução para o caos que se instalou na saúde sergipana, que motivou inclusive matéria em rede nacional na TV Globo, o senador Eduardo Amorim (PSC) no Ministério Público de Sergipe, mais de perto na Promotoria dos Direitos à Saúde, onde teve audiência com a promotora Euza Missano. Na oportunidade, o parlamentar esteve acompanhado dos deputados estaduais Gilson Andrade e Pastor Antônio, além dos médicos Ivan Paixão e Marcos Kroger, ambos servidores do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE).



“Antes de vir até a promotoria, realizei visitas ao Hospital Santa Isabel, ao Hospital Universitário e ao próprio HUSE. E tinha a esperança de que ainda não tivéssemos chegado ao fundo do poço. Mas, infelizmente, depois da conversa com a promotora Euza Missano, estou estarrecido, pois estamos realmente no fundo do poço”, avaliou o senador Eduardo Amorim após o encontro.


Dentre os casos mais graves, relatados tanto pela promotora, como pelos médicos, destacam-se a falta crônica de medicamentos, já que os hospitais dependem da Fundação Hospitalar de Sergipe (FHS) que, no momento, não consegue mais comprar remédios, já que os fornecedores se negam a vender sem que antes recebam os valores atrasados. “A FHS está devendo muito. E por isso mesmo proibimos, através do Ministério Público, que o governo fizesse propaganda na área de saúde”, destacou a promotora.
“Já pedi até pelo amor de Deus para que comprem os remédios oncológicos. Uma médica me disse que já tem gente que morre e não se sabe nem porque morrem, já que falta até antibiótico”, relatou a promotora, citando ainda mais um caso chocante. “Uma médica me disse que até uma cirurgia relativamente simples, de apendicite em crianças, resultam em infecção em todas as crianças, pois além de não haver antibiótico, o local da cirurgia não está sendo esterilizado”.



Mais depoimentos


Endossando as palavras da promotora, o médico Marcos Kroger, servidor do HUSE, lamentou a situação. “Se fecharem as portas do HUSE, o povo morre, pois não tem para onde ir”, disse o médico, que ainda denunciou uma possível privatização em curso. “Como estamos sem alguns especialistas, a FHS contrata por fora, sem licitação”.
Outro ponto destacado foi que até para a realização de cirurgias há problemas básicos, como a falta de roupas adequadas, que deveriam ser fornecidas pelo próprio hospital. “Já fizemos cirurgias utilizando roupas nossas”, disse outro médico.


Diante das denúncias e dos relatos acompanhados, o senador Eduardo Amorim garantiu que seguirá em busca de uma solução. “Eu não vou me calar diante de tudo isso. Estou sendo diariamente agredido por alguns governistas, mas a situação é caótica e exige providências. Estou a disposição da promotora Euza Missano para irmos até o Ministério Público Federal e, depois, além disso, buscarei junto ao Senado a presença da comissão de Saúde da casa aqui em Sergipe. E me coloco também a disposição para agendar uma audiência com o ministro da Saúde, Alexandre3 Padilha. Não podemos ficar parados, inertes, diante de tudo isso, pois quem sofre é o povo, já que em Sergipe, apenas 13% da população tem plano de saúde. Ou seja: 87% do nosso povo é ‘SUSdependente’, ou seja, dependem exclusivamente da saúde pública, que está em coma, na UTI”, concluiu Eduardo Amorim

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