quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PSTU lança Zé Maria pré-candidato à presidência e reafirma chamado à formação de uma Frente de Esquerda com PSOL e PCB

Em comunicado oficial, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lança a pré-candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, à disputa da presidência da República na próxima eleição. Na nota, o PSTU ainda reafirma o chamado ao PSOL e PCB para a conformação de uma Frente de Esquerda em 2014.


De acordo com o comunicado, a pré-candidatura do Zé Maria é uma alternativa a esquerda das candidaturas de Dilma Roussef (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos/Marina Silva (PSB/REDE), possíveis nomes para a disputa de 2014. Eles representariam “o mesmo modelo econômico e o mesmo projeto para o país, que privilegia os bancos, grandes empresas e o agronegócio, em detrimento das necessidades e reivindicações dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude”.

O partido lança a pré-candidatura, pois acredita que, nas próximas eleições, é necessário ter uma candidatura que expresse o novo momento do país, após as grandes mobilizações de junho e das paralisações nacionais dos trabalhadores (11 de julho e 30 de agosto).

Nas ruas, a juventude e os trabalhadores repudiaram esta política dos governos, do PSDB ao PT, e a corrupção generalizada, a exemplo do Mensalão e dos escândalos dos cartéis do trem e metrô de São Paulo. Os mesmos governos que hoje criminalizam os lutadores.

Como diz Zé Maria, “é preciso mudar tudo isso que está aí”.

Ao mesmo tempo em que lança sua pré-candidatura, o PSTU renova o chamado a formação de uma Frente de Esquerda com PSOL e PCB. No entanto, a constituição da Frente estaria condicionada a postulados que garantam uma Frente de Esquerda realmente classista e socialista.

Segundo a nota, a Frente deve ser oposição de esquerda ao Governo Dilma e aos atuais governos estaduais; deve romper com o atual modelo econômico que privilegia os bancos e empresas, defendendo, por exemplo, o não pagamento da dívida interna e externa, o fim das privatizações e a estatização das empresas privatizadas; entre outros pontos, a Frente não poderia ser financiada por empresas, mantendo-se assim a sua independência política.

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