sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Márcio Macêdo discursa em homenagem a Nelson Mandela


O deputado federal Márcio Macêdo (PT) discursou nesta quinta-feira (12) no plenário da Câmara, em homenagem ao líder africano Nelson Mandela, que faleceu no último dia 5. No pronunciamento, o parlamentar destacou a trajetória de luta de Mandela pela garantia dos direitos humanos, sua ação pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, e ressaltou a importância do seu legado e de seus ideais para todo o mundo. 


 

“Mandela estudou, trabalhou, terminou os estudos primários, depois secundários, chegou à universidade para cursar Direito. Assim, Mandela foi considerado e visto como o único estudante negro da sua turma, mas fez amigos, por sua liderança. Teve suas paixões. Participou de manifestações, foi perseguido. E assim, nesse ambiente, nasceu o farol da liberdade, da verdade de um grande líder”, afirmou Márcio Macêdo.

 

“Em Alexandra (1943), cerca de dez mil pessoas marcharam contra o aumento — vejam bem — das passagens de ônibus. Coincidência, aqui, no Brasil, este ano, as manifestações começaram, contra o aumento das passagens de ônibus. Nelson Mandela esteve à frente. E veio outra marcha, e mais outra, e mais outra, e mais outra. Não somente pelas passagens, mas por terra, por estudo, por saúde. A vitória chega com o povo nas ruas. E Mandela entendeu naquele momento que somente a força das vozes nas ruas poderia mudar o seu país”, destacou o parlamentar. 

 

Em seu discurso, Márcio relatou o período em que Mandela ficou preso e como se deu sua chegada à presidência da África do Sul. “Mandela ficou 27 anos no cárcere. Nesse período, estudou muito, escreveu cartas. Depois da sua libertação, em 11 de fevereiro de 1990, e o fim do “apartheid”, em 1991, Mandela e o presidente De Klerk trabalharam juntos pela reconciliação nacional. Em 1993, os dois receberam o Prêmio Nobel da Paz. Mandela foi então eleito o primeiro negro presidente da África do Sul, após a convocação das primeiras eleições democráticas multirraciais no país. Sua vitória pôs fim a três séculos e meio de dominação da minoria branca na nação africana. A eleição de Mandela foi um marco divisório na história do país, que saiu do regime draconiano para a democracia plena, elegendo o primeiro governante negro; seu governo seria para reconciliar oprimidos e opressores, uns com os outros e consigo mesmos”, destacou o deputado.

 

Márcio encerrou seu discurso lendo o poema “Invictos”, do poeta britânico William Ernest Henley, poema preferido de Mandela.  “Nelson Mandela vive. Nelson Mandela nunca morrerá, porque seus ideais estarão sempre vivos entre nós”, afirmou.

 

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