segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

COLUNA MAX AUGUSTO: Para onde vai o PDT?


Confira também comentário sobre telefonia em Sergipe e as decisões que políticos terão que tomar antes do carnaval 

Para onde vai o PDT?

Comandado em Sergipe pelo prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique, o PDT continua sem ter definido o seu destino político para o próximo ano. Em conversa com a coluna, Fábio diz que hoje a sua definição é de não deixar a Prefeitura para disputar um mandato de deputado estadual – mas deixa claro que a política é dinâmica e que ainda não é possível falar de forma definitiva sobre algo que acontecerá daqui a meses. “A tendência natural é concluir o meu mandato, foi para isso que a população me elegeu”, diz Fábio Henrique, confirmando que já recebeu convites para disputar vários cargos, mas tem resistido a renunciar para disputar outro mandato.


Socorro é o segundo maior colégio eleitoral de Sergipe, devendo atingir, até outubro de 2014, cerca de 95 mil eleitores. Ou seja, para um candidato a deputado, construir uma boa base por lá pode ser meio caminho andado para uma eleição. Mas o PDT também não definiu ainda quem serão seus candidatos a deputado federal e estadual, e ao que parece, o debate só vai esquentar a partir de janeiro.

Hoje todas as definições passam pelo posicionamento do deputado estadual Zé Franco: se ele for candidato à reeleição, terá o apoio de Fábio Henrique, que deverá manter seu compromisso político para a reeleição de Laércio Oliveira (Pros). Caso Zé Franco resolva disputar uma vaga na Câmara Federal, como ele não tem descartado, a esposa do atual prefeito de Socorro, ou o próprio prefeito, podem ser candidatos a deputado estadual, rompendo com Laércio. Mas essa manobra pode fazer com que o PROS de Laércio caia nos braços do bloco governista - dizem inclusive que há um processo de paquera política em andamento.

Fábio também não responde de que lado seu PDT estará em 2014. Ele admite apenas que tem conversado sobre política com o grupo dos irmãos Amorim – o que não tem acontecido com o grupo governista ou com o pessoal ligado a João Alves (outro nome que pode entrar na disputa). “Hoje temos filiados que defendem aliança com um lado e com o outro, o que é natural na política. O importante é que temos um time forte, que está aguardando a definição das pessoas que vão estar em campo para o jogo”, comenta Fábio.

Telefonia em SE é uma vergonha
A classe política de Sergipe precisa se unir em torno de um tema importante: a telefonia celular, que chega a ser uma vergonha. O serviço prestado pela maioria das operadoras é muito ruim. Se na capital não é raro sofrer com sinal péssimo ou ligações caindo (o que onera o consumidor, que precisa fazer várias ligações), no interior do estado, em muitas localidades, conseguir concluir uma chamada é raro. 

O cômico e o trágico convivem lado a lado quando o assunto é telefonia. Não é raro presenciar nos povoados coisas que se viam logo quando esse sistema chegou ao país: pessoas subindo em árvores, escadas ou procurando determinados lugares (pois sabem que a operadora X só funciona ali). É o celular que funciona na varanda, mas no quintal, não há sinal.

Além de gerar transtornos óbvios à população, o serviço ruim também cria um ambiente negativo para os negócios. Ao realizar um plano de investimentos, todas as empresas multinacionais avaliam em primeiro lugar a infraestrutura oferecida pelo local – o que inclui também os serviços de telecomunicação, que são estratégicos em todas as áreas, hoje. Internet com baixa velocidade, cara, e telefonia móvel ruim, afastam os investidores.

A classe política precisa se unir para tomar medidas efetivas. O governador Jackson Barreto (PMDB) visitou a Anatel e algumas empresas de telefonia, apresentando os problemas e pedindo solução. O deputado federal Fábio Reis (PMDB) foi o que mais se esforçou nesta questão: além de levar uma série de queixas à Anatel, participou de diversas reuniões com executivos das quatro grandes empresas de telefonia que atuam no estado. Os deputados estaduais Zezinho Guimarães (PMDB) e Augusto Bezerra (DEM) lideram os trabalhos na CPI da Telefonia, na Assembleia. E só. Todos os deputados, prefeitos e vereadores precisam se incorporar ao debate, pressionar a agência reguladora e as empresas, organizando mobilizações que possam culminar na resolução destes problemas. É urgente.

Esporte e Turismo
O deputado Valadares Filho (PSB), que preside a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal, ficou empolgado com a realização em Sergipe do Seminário Nacional de Políticas Públicas para o Esporte – Inclusão Social e Promoção do Brasil no Exterior. Valadares Filho destacou a importância de trazer o presidente da Embratur e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B), para discutir esporte, inclusão e a divulgação do país. O deputado acha que com os grandes eventos que serão realizados (Copa do Mundo e Olimpíadas), que terão cobertura televisiva de 180 países, o país não pode perder a oportunidade de realizar uma boa divulgação das suas opções turísticas, cultura e culinária. “Participar deste debate é uma oportunidade única. Precisamos discutir e deixar claro que não podemos perder a grande oportunidade de trazer maior pujança ao turismo nacional e ao mesmo tempo garantir que esses eventos deixem um legado esportivo grande, com maior investimento na formação de atletas”, falou o jovem parlamentar.

Depois do carnaval...
Vai chegando o final do ano e na política já se fala que as coisas só se resolvem após o carnaval. Pode até ser, mas em alguns casos não é verdade, pois muitos políticos com mandato precisam tomar suas definições antes da festa de momo. Isso porque em 2014 o carnaval vai cair na primeira semana de março – a quarta-feira de cinzas será dia 5. Dois dias depois, os prefeitos que quiserem disputar mandatos de deputados precisam se desimcompatibilizar. Isso inclui o administrador da capital, João Alves Filho (DEM). 

Ou seja, João, famoso por só anunciar suas definições políticas aos 45 do segundo tempo, tem apenas pouco mais de três meses para decidir se tentará voltar ao governo do estado. Com isso cresce a avaliação de que João, apesar da liderança isolada em todas as pesquisas sérias, pode não ser candidato. Até mesmo aliados próximos avaliam que o primeiro ano do governo foi para colocar ordem na casa, iniciar projetos e tocar obras em andamento, não sendo suficiente para ter o que mostrar numa campanha eleitoral. O fato é que João tomará sua decisão durante o carnaval.

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