sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Acidentes com motocicletas representam 53,3% do total em Sergipe

De acordo com o Mapa da Violência 2013, estudo nacional que faz um panorama da evolução da violência e mortalidade no trânsito nos Estados, Capitais e Municípios, Sergipe aparece em 3º lugar no Brasil, em relação ao número de óbitos de motociclistas vítimas de acidentes para o ano de 2011, com 53,3%. O estudo mostra que o Estado aparece atrás do Piauí e da Paraíba, com 61,6% e 58% dos óbitos de motociclistas, respectivamente. A análise dos dados foi feita pelo sociólogo Júlio Jacob Waiselfisz, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.


Segundo os dados, foram registrados 590 óbitos decorrentes do trânsito em Sergipe no ano de 2011. Porém, se for contabilizado o total de vítimas de acidentes envolvendo motocicletas em 2012, o número é muito maior. Somente no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), com base nos dados do Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), entre os meses de janeiro a outubro do ano passado foram feitos 6.581 atendimentos a pacientes, vítimas de acidentes envolvendo motocicletas. No mesmo período de 2013, foram registrados 6.668 atendimentos.


Já em relação aos pacientes vítimas de acidentes envolvendo automóveis, foram registrados 1.130 no ano de 2012 e, 1.042 no ano de 2013. As vítimas de atropelamentos somaram 550 no ano passado e 243 neste ano.


De acordo com o diretor técnico interino do Huse, Manuel Gomes, “a quantidade de pacientes vítimas de acidentes, principalmente motociclísticos, continua aumentando e lota a urgência. Os casos quase sempre são de politrauma, que são os mais complicados. É uma situação crônica e crescente em todo o país. Isso traz uma sobrecarga dos hospitais de referência, como o Huse, que inclusive atende a pacientes vindos da Bahia, Alagoas e Pernambuco. A falta de consciência na educação no trânsito contribui para um impacto imenso e ficamos, muitas vezes, com a demanda reprimida”.


Lagarto


No Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro (HRL), no município de Lagarto, de janeiro a outubro deste ano foram atendidos 2.126 pacientes vítimas de acidentes com motos.


Este número é superior ao de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados à unidade hospitalar, consequentes de acidentes automobilísticos, que totalizaram 95 no mesmo período. Outras 137 vítimas de atropelamentos também foram atendidas de janeiro a outubro no HRL.


Para o superintendente do HRL, Oldegar Alves Júnior, esta é uma realidade que diariamente bate à porta do Hospital de Lagarto. “Infelizmente, esse é um cenário cada vez mais presente nas urgências e emergências hospitalares em todo o país. No HRL não é diferente. Dentre os motivos para tantos acidentes com moto estão a falta de conscientização dos usuários quanto ao uso de equipamentos de segurança, principalmente o capacete, o excesso de velocidade associado ao consumo do álcool e ao desrespeito à legislação de trânsito”, afirma Oldegar Júnior.


Ações


A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), tem investido na ampliação da oferta de cirurgias ortopédicas em toda a Rede Hospitalar. Até o mês de setembro deste ano, foram feitas quase 3.800 cirurgias ortopédicas nos hospitais que fazem estes procedimentos através do SUS em Sergipe.
Os hospitais que compõem a rede são o Hospital de Urgências de Sergipe, os Hospitais Regionais de Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Estância, Itabaiana, além dos hospitais filantrópicos Amparo de Maria, em Estância, e Cirurgia, em Aracaju, que também realizam procedimentos de ortopedia.


“Hoje temos uma celeridade maior na realização dessas cirurgias. Ampliamos a rede para realização de cirurgias programadas, as chamadas eletivas. Outro ponto importante é que, antes, apenas o Huse realizava procedimentos de urgência. Atualmente o Hospital de Lagarto realiza até cirurgias mais complexas e em Itabaiana foi aberta a urgência ortopédica 24Horas”, comenta o diretor operacional da FHS, Wagner Andrade.
“A abertura do serviço nos hospitais regionais diminuiu a demanda de procedimentos de média complexidade no Huse, unidade referência no atendimento para casos de alta complexidade. A rede funcionando no interior reflete o avanço na ortopedia. Foi com a abertura de novos leitos, a ampliação do serviço ortopédico para os hospitais regionais, a exemplo de Lagarto, Socorro e Estância, e a atuação do Hram e Cirurgia, que conseguimos zerar a fila de espera” , conclui a secretária de Estado da Saúde, Joélia Silva Santos.

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