terça-feira, 5 de novembro de 2013

Saúde de Aracaju alerta como agir em período de enchentes



Dias chuvosos exigem atenção redobrada e cuidados com doenças decorrentes de águas contaminadas ou picadas de animais peçonhentos. Quando desastres de origem natural, como as enchentes provocadas pelas últimas chuvas, acontecem o resultado é sempre desastroso se não houver cuidados durante a limpeza das áreas molhadas. Doenças como leptospirose e dengue (pós as chuvas) são comuns neste período crítico. A Leptospirose é uma doença causada por uma bacte?ria chamada Leptospira presente na urina do rato. Em casos de enchentes (ou inundações), a urina do rato acaba se misturando à água e à lama e é justamente dessa junção que surge o risco.

"Frisamos que as pessoas não podem ficar muito tempo em contato com a água contaminada, após uma hora em contato com o líquido, por exemplo, podem acontecer rupturas na pele e desse ferimento acontecer a infecção pelo Leptospira. Caso a pessoa já tenha ferimento (ou lesão), o risco de contaminação aumenta", informa a gerente do Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju,  Roseane Nunes, que enfatiza ainda que os animais domésticos (ou criados em pastos), podem ser infectados também pela doença. Os sintomas da Leptospirose podem aparecer de 7 a 14 dias apo?s o contato com a urina do animal infectado.

A melhor arma contra a doença é realmente a prevenção. Assim, alguns lembretes são essenciais: proíba que as crianças brinquem ou nadem em águas de chuvas, ao limpar áreas sujas deve-se utilizar botas e luvas de borracha ou sacos de plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés (cortando o contato direto com a água contaminada), usar um pano ou lenço para cobrir boca e nariz, para lavar o chão o conselho é utilizar água sanitária deixando-a agir por 30 minutos, antes de proceder com a lavagem.

As enchentes ainda podem trazer a visita de convidados indesejável: os animais peçonhentos. Com as águas desabrigando cobras, aranhas e escorpiões, a opção dos mesmos é procurar lugares secos para sobreviver. Os alertas servem, principalmente, para quem mora nas proximidades de áreas verdes. Em casos de picadas leve urgentemente a pessoa para o atendimento médico numa Unidade de Saúde, mantendo-a deitada e calma (não deixe que a vítima se locomova por seus próprios meios), mantenha o membro picado mais elevado que o restante do corpo, lave o local infectado com água e sabão, não faça garrote no local.

 Dengue

Após o período de chuvas, a maior preocupação é a Dengue. A doença é causada pela picada do mosquito Aedes Aegypti (que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais). O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes Aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias.

"Novembro não é um mês de característica de chuvas. O ano está atípico por contas das mudanças climáticas. Assim, precisamos redobrar a atenção quando o sol aparecer, pois neste momento é criado o ambiente perfeito para a proliferação do mosquito. Temos que nos preocupar com o pós-chuva e eliminar qualquer foco de água parada o mais rápido possível", avisou a coordenadora do Programa Municipal de Controle de Dengue, Taíse Cavalcante, que alerta que se cuidados não forem tomados até o dia 15 de novembro já poderão acontecer possíveis casos da doença em Aracaju.

Segundo a coordenadora Epidemiológica da Saúde de Aracaju, Raulinna Lima, a população deverá observar os detalhes referentes ao acúmulo de água em entulhos, plásticos que cobrem reservatórios de água, pneus, capacetes velhos, etc. "Os alertas servem para o antes, durante e depois das chuvas. Os alagamentos ocasionados pelas enchentes são problemáticos e podem gerar doenças em curto espaço de tempo", pontuou.

Atendimento 24h

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde de Aracaju, Tereza Cristina Maynard, a Vigilância Epidemiológica possui o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde - CIEVS, que vem desenvolvendo ações 24h em sistema de plantões. "Definimos diretrizes e ações de respostas rápidas quando eventos inusitados acontecem. O CIEVS colabora com orientações à população até intervenções na área de Saúde", informou.




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