terça-feira, 12 de novembro de 2013

Saúde alerta: 10% dos casos de Aids estão entre os maiores de 50 anos

A Aids não reconhece sexo, condição financeira, nem idade. Os casos da doença entre maiores de 50 anos têm crescido, e hoje representam 10% do total de pessoas infectadas pelo vírus HIV. São 347 casos confirmados de um total de 3.340 registros pela gerência Estadual DST/Aids de Sergipe. A sensação de invulnerabilidade e o mito que idoso é assexuado contribuem para essa estatística.

Os homens são maioria nessa faixa etária (247 casos), mas, nas mulheres, o número também tem se acentuado. Segundo a gerência do Programa Estadual de DST/Aids de Sergipe, são 100 mulheres infectadas.


A incidência de Aids na faixa de 50 a 59 anos representa 76% do total de registros de Aids nas pessoas com mais de 50 anos. São 265 casos, dos quais 184 são entre os homens e 81 em mulheres.  Entre 60 e 69 anos, são 70 registros e, entre 70 e 79 anos, o número de pessoas infectadas soma nove entre os homens e três mulheres.

A sexualidade dos idosos é cercada de mitos e preconceitos. Segundo o gerente Estadual do Programa DST/Aids, Almir Santana, grande parte da população considera os maiores de 65 pessoas assexuadas. Nesse grupo, estão os médicos que não questionam sobre a vida sexual desse paciente nem estimula o uso de métodos anticoncepcionais.

“Os idosos estão com uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, melhor desempenho sexual. Os medicamentos para a disfunção erétil e a reposição hormonal (para as mulheres) são parte importante nessa melhoria”, explica.

O risco de contrair a Aids passa justamente por essa nova condição de vida. O gerente chamou a atenção para estudos do Ministério da Saúde que revelam que as chances do idoso usar preservativo são cinco vezes menores do que entre a população jovem. “O idoso não tinha o hábito de usar camisinha na juventude, porque a iniciação sexual dele foi anterior à divulgação desse tipo de preservativo. Comessa melhor qualidade de vida, ele melhora o desempenho, mas sem o uso de preservativos”, destacou.

O excesso de confiança e a sensação de invulnerabilidade não são características apenas de jovens. Segundo Almir Santana, há muitos idosos que acham que não vão pegar Aids, ou outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, simplesmente por serem idosos.

“Com isso, as diarreias constantes ou perda de peso acentuada passam despercebidas pelo paciente e por alguns médicos que acabam por confundir o diagnóstico com doenças típicas da terceira idade. É fundamental que os médicos incluam os testes HIV nesses casos”, comenta.


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