sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Márcio Macêdo: "Não quero ser presidente do PT para negociar meu projeto pessoal"


Depois de dois meses de contato mais intenso com a militância, debatendo o funcionamento do PT e o futuro do partido, o deputado federal Márcio Macêdo, candidato a presidente estadual da agremiação, se diz muito satisfeito com toda a campanha para o Processo de Eleições Diretas (PED), que ocorrerá neste domingo (10), em todo o país. O parlamentar, que tem o apoio de 44 diretórios municipais e é o candidato do governador Marcelo Déda e do ex-senador José Eduardo Dutra, afirma que está confiante com o resultado final da eleição interna.

“Vamos viver um novo momento dentro do PT. Encerraremos um ciclo muito vitorioso de gestão. São 33 anos de uma construção histórica muito consistente. O desafio agora é inovar, fazer melhor, mas sem negar o passado. Esse é o desafio do presente. Temos que partir dos acúmulos existentes e construir um novo momento para o PT, de forma horizontalizada, participativa, fortalecendo as decisões nas instâncias democráticas do partido e incluindo o conjunto da militância. Por isso, acredito que esta mesma militância compreendeu este processo e tem enxergado em mim o perfil para liderar o partido neste momento histórico. Conto com o apoio de todos os companheiros e estou muito confiante na vitória”, afirmou.

Márcio Macêdo ressaltou que é natural o acirramento entre os candidatos a presidente, mas frisou que espera maturidade de todos os envolvidos no PED, para que, passada a disputa, todos possam se unir para construir a unidade dentro do partido e se preparar para os enfrentamentos eleitorais futuros. “Esta eleição interna tem um ponto muito positivo. Ela oxigena o partido. No PT não há ingerência. Não tem uma pessoa que manda no partido. Tem líderes que se organizam e disputam eleição, mas quem decide é o conjunto da militância. A síntese do PED é a unidade do partido”, disse.

Neste sentido, ele ponderou que exercer a presidência do PT significa “abrir mão de projetos pessoais para liderar o partido”. “Ser presidente do PT é uma tarefa complexa, de grande responsabilidade. Tenho consciência disso. Não estou aqui para ganhar a eleição por vaidade ou projeto pessoal. Não quero ser eleito presidente do PT para colocar o partido debaixo do braço e negociar o meu projeto pessoal. Sou candidato a presidente do PT para defender o legado do partido e construir um novo momento”, afirmou.

O deputado também destacou sua alegria com o apoio do governador Marcelo Déda e do ex-senador José Eduardo Dutra. “Enche-me de alegria, me emociona e aumenta a minha responsabilidade. Mas também demonstra que estou no caminho certo. Vou honrar o apoio destes companheiros. Vamos à luta em defesa do legado do nosso partido”, afirmou.

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