segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Deputada diz que “Mais Médicos” pode gerar debandada de profissionais



Por MAX AUGUSTO


Em conversa com o JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX, a presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputada Angélica Guimarães (PSC), revelou uma posição extremamente crítica em relação ao programa ‘Mais Médicos’, do Governo Federal. Segundo a parlamentar, que é médica e exerceu suas funções no serviço público, onde é concursada, as discrepâncias salariais entre os profissionais contratados pelo ‘Mais Médicos’ e os demais servidores devem gerar problemas sérios – inclusive a debandada de profissionais insatisfeitos com as diferenças na remuneração.



Revelando um posicionamento equilibrado, Angélica confirmou que há necessidade de mais trabalhadores da área da saúde no interior do estado, mas questionada sobre os resultados efetivos do programa do governo federal, ela afirmou apenas que ainda está cedo para uma avaliação mais profunda. “Ninguém é contra levar mais médicos para o interior. O problema é a desigualdade de tratamento, pois os servidores efetivos ganham menos do que os médicos do programa”, explicou.



Ainda segundo a deputada do PSC, um médico do estado tem salário base de R$ 800 e quem não aderiu à Fundação de Saúde, tem como remuneração cerca de R$ 1.350,00. Outro do PSF recebe de R$ 6 a R% 8 mil e o “Mais Médicos” pagará R$ 10 mil com direito a casa e comida. “Todos vão trabalhar no mesmo local, com um recebendo a metade do outro. Isso vai gerar problemas, os profissionais que já estão no interior, com a chegada do “Mais médicos”, podem debandar, revoltados”, falou a presidente da Assembleia.



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