quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Preocupado com acidentes, Max Prejuízo reúne-se com praticantes do kitesurf


"Há uma vigilância constante. O kite não é um instrumento desgovernado", diz instrutor

O vereador Max Prejuízo (PSB) lançou na última semana um debate nas redes sociais questionando se há risco à prática do Kiteboarding, ou kitesurf como é mais conhecido, tão próximo aos banhistas nas praias de Aracaju. As opiniões foram diversas. Praticantes garantiram que não há risco enquanto alguns banhistas relataram até casos de pequenos incidentes. 
 
O esporte aquático, tido como radical, depende das condições do vento e necessita de uma área para decolagem e pouso. Apesar  de recente, o kitesurf tem crescido muito no Brasil, encontra-se em um momento de grande popularidade e todo praticante passa por um treinamento antes de iniciar na modalidade. O equipamento usado é formado basicamente por uma prancha com suporte para os pés, uma espécie de pipa gigante e um tipo de cinturão, o trapézio, usado para prender o surfista pela cintura. 

Na manhã da última segunda-feira, 30/9, o debate saiu das redes sociais. Preocupado com possíveis acidentes, o parlamentar reuniu-se com praticantes e instrutores do kitesurf para entender melhor sobre o esporte . A reunião aconteceu na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) e contou com as presenças da procuradora da República, Eunice Dantas, do empresário André Moreira, do advogado Tulio Faro, praticantes da modalidade esportiva, e dos instrutores Getúlio e Anderson Firmino.

"Não quero polarizar mas acho o debate importante para que, tanto os surfistas quanto os banhistas, tenham consciência dos riscos. Sabemos que incidentes podem acontecer e acredito que o diálogo sempre é a melhor alternativa para chegarmos a um consenso", disse o vereador Max Prejuízo.

Para Eunice Dantas, praticante do kitesurf há 8 anos, "o esporte não é perigoso e nunca houve registro de acidentes. Quem pratica passa obrigatoriamente por um treinamento e tem o domínio sobre o equipamento. Quando se está à beira-mar a velocidade é muito baixa, até pelo nível da água. Além disso, se vocês observarem, os praticantes do kite tem mais de 30 anos, estão ali com seus filhos, sua família, são pessoas responsáveis e que presam pela segurança", explica a procuradora informando ainda que, por ser terreno de marinha, somente a União tem o poder de legislar sobre a área.

O instrutor de kitesurf Getúlio tranquiliza os banhistas dizendo que "há uma vigilância constante. Sabemos que a prioridade é do banhista mas, além de não haver relatos de acidentes, o velejador tem todo o controle sobre o equipamento. Não é um instrumento desgovernado. As aulas de kite, por exemplo, não são dadas aos domingos e feriados, pois os alunos são iniciantes e nesses dias o número de banhistas é maior nas praias. Temos todo esse cuidado para justamente evitar acidentes", frisou o professor ao informar que irá providenciar placas que sinalizem a prática da modalidade na área da praia onde ele dá aulas.

"O kitesurf é um esporte que depende exclusivamente do vento. Acho que uma campanha de conscientização entre banhistas e praticantes é o melhor caminho para que a área possa ser compartilhada por todos", disse o instrutor de paramotor Anderson Firmino. 

O velejadores Tulio Faro e André Moreira acreditam, também, que uma campanha de conscientização é o melhor caminho. "Placas de sinalização e bom senso", frisaram. "Por várias vezes já deixamos de velejar, mesmo com o vento favorável, por ter muitos banhistas na praia. O esporte não é perigoso, requer atenção, como todo esporte. Na praia você contabiliza inúmeros acidentes com bolas de futebol e frescobol que machucam mesmo as pessoas todos os finais de semana. Não temos relatos com o kitesurf", disseram os velejadores.

Max Prejuízo definiu a reunião como "produtiva. O que eu trouxe para os praticantes foi uma preocupação da população que é a possibilidade de um acidente com os banhistas. Temos o conhecimento de alguns fatos isolados que aconteceram e nós precisamos ter alguns cuidados como aos feriados e domingos o esportista iniciante não velejar. É necessário ainda que a população compreenda que existem alguns pontos, os chamados kitepoints, onde há a concentração maior dos velejadores e a atenção deve ser redobrada, tanto pelos praticantes como pelos banhistas, principalmente com as crianças que são atraídas pela beleza das pipas. Irei iniciar uma conversa, através da associação, com os praticantes para que possamos acompanhar e todos possam usufruir da praia livremente como um local de lazer, mas com responsabilidade", concluiu o vereador Max Prejuízo.

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