quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Márcio Macêdo faz pronunciamento sobre Dia Mundial da Alimentação


Em referência ao Dia Mundial da Alimentação, o deputado federal Márcio Macêdo (PT) discursou hoje sobre a importância da conscientização sobre as questões da nutrição e alimentação, reforçando a necessidade dos países adotarem políticas, programas e ações voltadas para eliminar a fome no mundo e assegurar a segurança alimentar dos povos. Este ano, o Dia Mundial da Alimentação tem como tema “Os sistemas alimentares sustentáveis para a segurança alimentar e a nutrição".

“O tema é importante para alertar e conscientizar as pessoas sobre o problema da alimentação no mundo inteiro. Atualmente, apesar dos progressos realizados, 842 milhões de pessoas no mundo sofrem de desnutrição crônica. Enquanto isso, modelos insustentáveis de desenvolvimento estão degradando o meio ambiente, ameaçando os ecossistemas e a biodiversidade dos quais dependemos para o nosso abastecimento alimentar no futuro”, afirmou o parlamentar.


Márcio destacou que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado, o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de 750 bilhões de dólares, conforme foi pontuado pelo deputado em seu pronunciamento.


As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. Dados da FAO apresentados por Márcio Macêdo revelam que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representa de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre 1,4 bilhão de dólares e 2,1 bilhões de dólares.


O deputado citou ainda a cerimônia realizada na sede da FAO, em Roma, nesta quarta, na qual o diretor geral da organização, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que não se pode melhorar a nutrição sem segurança alimentar, e não se pode ter segurança alimentar se não tiver sistemas alimentares corretos, e afirmou que apesar dos sistemas alimentares produzirem alimentos suficientes para todos, mais da metade da população mundial ainda é afetada pela falta ou excesso no consumo de alimentos.


Segundo a FAO, os esforços combinados de Estados e agências da ONU permitiram reduzir significativamente o número de pessoas com fome no mundo nos últimos anos. Por conta destas boas práticas, a Organização premiou 38 países, entre eles o Brasil, por terem reduzido a fome antes do prazo de 2015, prazo estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que em sua primeira meta previa a diminuição, pela metade, da proporção de pessoas com fome.


“O Dia Mundial da Alimentação é uma oportunidade para adotar ferramentas críticas e soluções que irão nos levar para um mundo livre da fome e mais bem alimentado e a uma compreensão de que a fome e a má nutrição são um resultado trágico de sistemas alimentares não saudáveis, sistemas alimentares nos quais todos nós temos um papel. São necessários melhores sistemas alimentares para combater a fome e a má nutrição. Essa é a mensagem do Dia Mundial da Alimentação, este ano, o evento de comemoração acontece à sombra de novos dados que apontam um total de 842 milhões de pessoas cronicamente famintas”, disse.


“É importante o foco para a produção e distribuição de alimentos, voltado para a agricultura. Por isso, temos que incentivar a agricultura familiar, ajudar pequenos e médios agricultores, para que tenham condições de se desenvolverem, gerando renda, pois são muitos eficazes no combate à fome, porque produzem alimentos, geram empregos. Aproveito o momento para lembrar as discussões em torno do Código Florestal, quando tivemos oportunidade de reafirmar nosso entendimento sobre a urgência e centralidade da questão ambiental para o desenvolvimento sustentável de nosso país”, frisou.



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