sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Jackson e presidente da Vale discutem início da implantação do projeto Carnalita



Reunião objetivou dirimir algumas questões relativas aos interesses dos municípios de Japaratuba e Capela para consolidar o início da implantação do projeto Carnalita
 
O governador em exercício, Jackson Barreto recebeu no final da manhã desta sexta-feira, 11, a visita do presidente da Vale, Murilo Ferreira, e do diretor Industrial de Potássio, Francisco Cisne, para tratar da agilização da implantação do projeto Carnalita, em Sergipe. O secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, José Macêdo Sobral; o secretário-chefe da Casa Civil, Sílvio Santos; o subsecretário de Desenvolvimento Energético, José de Oliveira Júnior e o assessor econômico do Governo de Sergipe, Ricardo Lacerda, também participaram da reunião.



“Tivemos o privilégio de receber o presidente da Vale, Murilo Ferreira, e o diretor Industrial de Potássio, Francisco Cisne, para uma reunião de trabalho objetivando dirimirmos algumas questões relativas aos interesses dos municípios de Japaratuba e Capela para consolidar o início da implantação do projeto Carnalita, que é um sonho, um desejo, de todo povo sergipano”, destacou Jackson.


A atitude foi mais um esforço do Governo do Estado para viabilizar o projeto, devido a sua importância e grandiosidade para o estado. No início de outubro, Jackson também esteve em Brasília onde recebeu a garantia de prioridade do projeto por parte do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.



“A Vale confirmou a implantação do projeto Carnalita, demonstrou real interesse em apressá-lo, estamos aguardando apenas as licenças e entendimentos das prefeituras de Japaratuba e Capela. Pessoalmente, assumirei os entendimentos para que o projeto seja logo iniciado, afinal de contas, essa futura unidade produzirá na sua primeira fase mais de 1,2 milhão de toneladas ao ano, do cloreto de potássio, com um investimento de quase R$ 2 bilhões. Se levarmos em conta que, a atual usina Taquari-Vassouras, de 600 a 700 mil toneladas, com a silvinita e a carnalita, vamos dobrar essa produção, gerando 4 mil empregos diretos e 10 mil empregos indiretos.  Estamos vivenciando um circulo virtuoso para o nosso estado, para nossa economia e desenvolvimento. Estamos preparando o estado para vivermos o hoje e o amanhã, preocupado com as futuras gerações”, explicou o governador em exercício.



Segundo Jackson, a usina será instalada no município de Japaratuba, no limite com Capela, mas essa localização não significa dizer que só Japaratuba será contemplada com os benefícios que o projeto trará. “Tanto Japaratuba, quanto Capela serão beneficiados, com impostos de extração do minério e muito mais que os impostos, com os empregos gerados na região, o que conduzirá nossa juventude a uma melhor qualificação e uma garantia de assegurar um emprego para o seu futuro e da sua família. Estamos dando ao nosso estado mais uma oportunidade na geração de emprego e na qualidade de vida do povo sergipano”, disse.



Jackson ressaltou ainda a sua felicidade pelo possível desenvolvimento de uma das áreas mais fragilizadas do estado, que se encontra próxima a região do projeto e que poderá também ser beneficiada. “Fico feliz que o empreendimento esteja localizado em uma região bem próxima ao Baixo São Francisco, onde se concentra, hoje, a maior área de pobreza do estado. Acredito que este empreendimento será fundamental para o equilíbrio social da região e do estado. O que espero é que tanto o prefeito de Japaratuba, quanto o de Capela tenham a compreensão necessária que nesta discussão prevalece apenas a analise técnica. O governador tem interesse no desenvolvimento de Japaratuba tanto como no de Capela e de todo o estado, é preciso entender que quanto mais rápido o projeto for implantado, mais rápido serão as oportunidades criadas para todos. Não temos tempo para perder, Sergipe quer trabalho, é dessa forma que vou continuar fazendo”, colocou o governador.



De acordo com José Sobral a reunião procurou discutir os entendimentos para o início da execução do projeto Carnalita, em Sergipe, uma ação importante que demonstra a receptividade do Estado. “Estamos procurando a resolução de alguns pequenos percalços para que tudo possa se iniciar como esperado e planejado. É um projeto muito desejado pelo estado de Sergipe, que tem um investimento de US$ 4 bilhões e isso repercute positivamente na nossa economia. Significa que o potássio produzirá riqueza em Sergipe por pelo menos mais 30 anos e um desenvolvimento significativo para o estado, com investimentos volumosos e que trarão uma alteração da realidade para o bem, positiva para aquela região”.



Para Sobral, a vinda do presidente da companhia ao estado é uma demonstração clara de que a Vale está determinada a dar início ao projeto. “A companhia Vale encontrou no Governo do Estado receptividade, diligencia, providências. Viu que o Estado, realmente demonstrou, pela forma como tem atuado, pelas soluções que apresentou em todas as questões demandadas pela Vale para início do projeto, respaldo e bons encaminhamentos. A intenção é iniciar as instalações no início de fevereiro ou março de 2014. É um projeto que vai se desenrolar ao longo de muitos anos”.



O secretário de Planejamento reforçou ainda que o mais importante para a região é a geração de empregos.  “Não é só a Vale que virá se implantar em Sergipe. Com um projeto dessa magnitude, com os investimentos que ela fará, trará consigo outras empresas que poderão se instalar especialmente, em Capela, devido a sua logística, estrutura física e tradição em atração de investimentos, de atrair empresas paralelas, que irão prestar serviços a Vale, que irão atuar junto a Vale, de transporte, alimentação a pessoal, informática, peças, veículos. O volume de investimentos e a quantidade de empregos gerados, o desenvolvimento do comércio local. Além da questão dos impostos, o desenvolvimento social, do ponto de vista de inclusão pela renda, pelo desenvolvimento é muito grande. O projeto fará o diferencial da região, especialmente de Capela, com o marco regulatório antes e depois desse projeto, principalmente para os jovens”, destacou.



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