quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Em seis meses Prefeitura de Aracaju já aumentou em 80% despesas com custeio


13,5% dos trabalhadores da prefeitura são comissionados

Por MAX AUGUSTO

A publicação da licitação para a escolha do banco que irá gerenciar a folha de pagamento da Prefeitura de Aracaju trouxe à tona dados interessantes. Nas páginas 34, 36 e 38, por exemplo, constam um expressivo aumento na folha de pagamento da Prefeitura. Já na página 38 está publicado o quadro que mostra a despesa corrente, também chamada de custeio, que passou de R$ 61,5 milhões em janeiro de 2013 para R$ 111,2 milhões em julho - um aumento de 80%. A publicação revela ainda gastos com pessoal, mostrando que hoje 13,5% dos trabalhadores da Prefeitura da capital são comissionados.
 
Ou seja, em seis meses ouve um incremento de R$ 50 milhões, quase o dobro da despesa que o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) mantinha com custeio. Coincidência ou não, o valor é pouco menor do que a Prefeitura pede como lance inicial pela folha. Ou seja, o prefeito João Alves Filho (DEM), que assumiu o cargo reclamando que a Prefeitura estava “quebrada”, e ainda assim criou mais de 400 cargos, aumentou a despesa com a folha e segundo informações recebidas pela reportagem, agora pode querer cobrir esses gastos isso com a licitação para escolha do banco.

Vale observar que nos últimos seis meses o aumento com gastos de pessoal gerou despesa extra de R$ 15 milhões, restando R$ 35 milhões para as demais despesas de custeio – não foi explicado qual o destino desse valor. Semana passada o deputado estadual Francisco Gualberto mostrou na Assembleia Legislativa que o número de cargos comissionados (pag. 34, quadro I do edital) saiu de 1.078 para 1.232. Em apenas dois meses, foram criados de 154 cargos.

Comissionados
Houve também mudanças em relação ao total de servidores: hoje são 1.232 comissionados para 9.098 efetivos (excluídos aposentados, estagiários, requisitados e temporários), num percentual de 13,5%. Para se ter uma ideia, no governo do Estado este índice não atinge 5%, algo em torno de três mil comissionados para 60 mil servidores (ativos e inativos).

Na página 36 do edital se vê que a proporção de comissionados da administração indireta é de 619 para 553 efetivos (111%). Já de volta à página 38 se vê que a despesa com pessoal passou de R$ 46,5 milhões em janeiro/2013 para R$ 61 milhões em junho/2013. Em seis meses houve um aumento de 30%. Provavelmente esse percentual é relativo ao aumento de cargos comissionados, vez que não houve concurso com grande admissões de servidores efetivos, nem reajuste salarial neste percentual.

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