quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Eduardo Amorim afirma: “Mais Médicos só funciona se tiver Mais Estrutura”

Senador confirma solidariedade aos médicos brasileiros e diz que “oportunistas querem tirar proveito de um debate que tem que ser sério

“Vergonha eu sentiria era de mentir para a população. Sou médico e garanto: sem estrutura, sem plano de carreira e sem respeito a uma categoria que defende a vida, não haverá solução mágica para a saúde”. Essa declaração forte do senador Eduardo Amorim (PSC), numa referência a sua posição sobre o programa Mais Médicos, do Governo Federal, veio na esteira das críticas feitas pelo governador em exercício de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB) ao seu posicionamento quanto ao programa.
 
Na avaliação do senador, a solução do problema não é apenas trazer médicos. “Trata-se de respeitar e dar condições de trabalho, sejam aos médicos daqui ou de qualquer lugar”, frisou. Quanto as colocações do governador, Eduardo mais uma vez foi firme.

“Ele está exercitando a sua famosa e conhecida demagogia. Fala de médicos para os mais pobres. E em Sergipe, com os médicos que chegaram, já temos melhorias no Hospital João Alves, em Itabaiana, Estância, Lagarto ou Propriá? Enquanto ele fala em aprovação do programa nas pesquisas, eu falo de uma realidade que conheço, pois comecei minha vida profissional visitando pacientes com câncer em uma Kombi da Avosos”, relembrou o senador.

Outra questão abordada pelo senador Eduardo Amorim foi sobre a falta de um programa para sanar os problemas estruturais da saúde brasileira. “O governo deveria apresentar solução para a imensa demora na espera por exames. O médico brasileiro ou estrangeiro não poderá ‘adivinhar’ o que o paciente realmente sofre sem ter o exame em mãos. E como ele poderá salvar a vida de uma pessoa se é necessário esperar seis meses e até um ano para fazer alguns exames? Para ficar em um exemplo claro: como o médico pode detectar um câncer de mama se o mamógrafo não existir, se não estiver a disposição? E será que o médico levará esparadrapo, gaze, linhas para sutura também? Ou seja: o povo precisa da atenção do governo em todos os sentidos. E o médico, sozinho, não corrigirá erros que são da gestão na área de saúde, praticados por esse governo que aí está”, detectou o senador.

Conhecendo os problemas
“Jackson está dando uma oportunidade para os mais jovens conhecerem suas dissimulações. Não é possível que um governador aceite que médicos cliniquem ou consultem em casebres. E quando atendem em hospitais ou clínicas públicas, vejam equipamentos básicos e os materiais mais simples faltarem”, avaliou Eduardo, destacando ainda que a posição do governador em exercício chega a ser desumana, pois não respeita os pacientes e muito menos os profissionais de saúde.

“Ele escolhe o caminho mais fácil, da mídia, dos holofotes. Mas não senta com a categoria e apresenta um plano de carreira para os médicos sergipanos. Desrespeita a categoria que já salvou, salva e salvará tantas vidas”, disse Eduardo Amorim.

Por fim, o senador lembrou que os primeiros sinais de que o programa Mais Médicos não está atendendo as reais necessidades da população já começam a aparecer. “Falam que os médicos brasileiros estão contra a vinda de médicos estrangeiros. E não se trata disso. A luta é para a melhoria de condições de trabalho e pela defesa de uma carreira pública efetiva e que garanta um futuro digno para esses profissionais”, salientou o senador, lembrando que, em diversos pontos do país, médicos que se inscreveram no programa, após iniciarem os seus trabalhos, já desistiram e entregaram os seus postos.

“Será que Jackson, em nome da verdade e em respeito ao povo, teria coragem de dizer que essas desistências se deram pela falta de estrutura para atender as pessoas? Ou será que ele, no afã de ficar bem na mídia, caluniará os médicos brasileiros que desistiram, dizendo que foi por preguiça ou por falta de patriotismo? É por isso que o povo está cansado de políticos profissionais, que vivem e dependem exclusivamente de poder e de cargos, pois quando isso acontece, a pessoa fala até do que não entende com o objetivo de atacar adversários. Mas essa raiva, esse ódio e esse medo de perder o poder acaba causando prejuízos é à população”, encerrou Eduardo Amorim.

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