quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Dutra confirma apoio à candidatura de Márcio Macêdo


Diretor da Petrobras diz que todo mundo está dando palpite no PED


O ex-senador José Eduardo Dutra, atual diretor da Petrobras, confirmou seu apoio à candidatura do deputado federal Márcio Macêdo, candidato das correntes Articulação na Luta/Construindo um Novo Brasil à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe. Dutra veio ao estado participar da plenária organizada por Márcio, no último sábado, e criticou a interferência de gente de fora da agremiação no Processo de Eleições Diretas (PED).



“O nosso desafio é eleger um companheiro que como ele mesmo disse, na sua militância, na sua trajetória política e nas suas conquistas, como líder estudantil, presidente do Diretório de Aracaju, presidente do Diretório Estadual, deputado federal respeitado, deve ao partido e a cada um dos militantes presentes aqui. Márcio Macêdo é um companheiro que tem plena capacidade de ser aquele que colocará em prática o petismo que está no coração e na mente de cada militante”, ressaltou.



Ao analisar a situação do PT em Sergipe, ele criticou quem tem feito a discussão do PED para além da político-ideológica. “Já tivemos dentro desse partido momentos de confronto, de disputa ideológica profunda, que é salutar, pois as posições políticas são colocadas, mas se vai para a disputa, sabendo que todos são petistas e têm o projeto do PT, que só militam no PT, que querem discutir, mas que não admitem que quem venha de fora queira meter o bedelho no PT. Esta é a lógica do PT, mas, de repente, vejo inversão de valores em Sergipe. Todo mundo está dando palpite no PED. A discussão dentro do PT tem que ser feita pelos petistas. Não aceitamos a interferência externa nem em opiniões nem em ações heterodoxas”, afirmou.



Através de Dutra e do secretário de Estado Pedro Lopes, o governador Marcelo Déda e sua esposa, Eliane Aquino, enviaram mensagem de apoio a Márcio Macêdo. “Déda disse que, com certeza, estaria aqui nesta plenária onde sempre esteve como fundador do PT e militante histórico deste partido e corrente, mas está em pensamento com todos vocês. E pediu que vocês transmitam orações e energias para que ele consiga superar esta batalha”, falou o ex-senador.



Apoios

Márcio se mostrou animado com a presença de representantes de 44 diretórios municipais do partido, além dos prefeitos Esmeralda Cruz e Chico dos Correios, que reforçaram seu apoio ao deputado. Ele considerou que a reunião teve um caráter muito importante, por servir para passar informações mais técnicas do PED, afinar as conversas políticas e preparar a militância para a reta final da campanha.



Ele reforçou na plenária as principais bandeiras da sua candidatura, ressaltando sua disposição e empenho em cumprir a tarefa política de presidir o PT neste momento histórico, ação confiada a ele pela maioria dos militantes e lideranças do partido, que enxergaram na sua atuação o perfil ideal para dirigir o PT no encerramento do atual ciclo de gestão no governo do Estado e para reabrir uma nova etapa de fortalecimento do partido.   



“São 33 anos de construção partidária, de preparação de quadros, de relação com movimentos sociais, de eleição de vereadores, prefeitos, deputados, senador, de prefeito de Aracaju duas vezes em primeiro turno e governador do Estado duas vezes também em primeiro turno. A obra política e de gestão do PT no Estado, sobretudo nos últimos oito anos que irão se encerrar em 2014, constitui um patrimônio que mudou a face de Sergipe. O governo liderado por Marcelo Déda, com o apoio do grupo de partidos aliados, é o maior governo da história Sergipe. E é este patrimônio do PT que está em jogo neste PED. Não sou candidato a presidente do PT por vaidade ou ambição. Sou candidato a presidente do PT para defender este legado e preparar o partido para o futuro. O projeto que represento é coletivo, é de toda a militância”, afirmou.



O atual presidente do PT em Sergipe, Silvio Santos, ressaltou sua satisfação em fazer parte do agrupamento que apóia a candidatura de Márcio Macêdo. “Não é apenas um grupo de amigos. É uma forma de conceber o partido que construímos ao longo dos anos. Todos deram contribuição grande no fortalecimento do nosso partido, mas foi este agrupamento quem sempre deu a linha mais conseqüente e que fez o PT chegar aonde chegou. O grau de responsabilidade, a linha política mais adequada para cada conjuntura sempre partiu deste grupo. E temos novamente este desafio. Por isso, o novo presidente do PT deve pensar o partido como projeto coletivo, envolvendo os militantes para que todos se sintam representados. Márcio Macêdo representa essa possibilidade. É um projeto coletivo. Não individual”, afirmou.

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