quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Deputado Gilson Andrade volta a questionar eficiência do Mais Médicos

O deputado estadual Gilson Andrade (PTC) voltou a criticar a forma como o Governo Federal, que segundo ele tem apresentado o programa ‘Mais Médicos’ como se este fosse a salvação para os problemas da saúde pública no país. Formado em Medicina, o parlamentar deixou claro que não é contra o programa, “mas que é preciso que haja também o ‘Mais Professores’ nas escolas; o ‘Mais Policiais’ nas ruas, ofertando segurança para a população; o ‘Mais odontólogo’, ‘Mais Psicólogos’, ‘Mais Fonoaudiólogos’, ‘Mais Fisioterapeutas’ nas unidades de saúde”, ponderou. 

Profissional da rede pública, Gilson Andrade lembrou que se formou na UFS em 1988 e um ano após foi trabalhar em Estância, atendendo a população carente da região. “Sei muito bem da carência do povo, que tem apenas o SUS como única alternativa para todos os seus problemas de saúde. Não é trazendo somente médicos de outros países que o governo vai resolver toda a problemática da saúde pública. Dessa forma, o governo passa a impressão de que os médicos brasileiros são os culpados pelo caos de tudo que está acontecendo”, criticou. 

Para o deputado, situações como a demora de seis, oito, dez e até doze meses para se fazer um exame, falta de medicamentos, problemas de estrutura na rede, falta de financiamento e outras questões que são as responsáveis pelo caos no setor. Gilson Andrade lamentou também que o programa esteja sendo usado como forma de atingir, de atacar o senador Eduardo Amorim (PSC), que já se posicionou contrário à forma como o ‘Mais Médico’ está sendo apresentado pelo Governo Federal. 

“Sei que amanhã não será diferente com relação a mim. Temos o mesmo ponto de vista. Esse é um programa que precisava ser mais discutido, principalmente com a classe médica. Não somos contra a existência de mais médicos na rede pública, mas questionamos a forma como está sendo implantado, tentando iludir, enganar a população”, disse. 

Gilson Andrade citou como um exemplo ruim de política pública o Hospital Regional Jessé Fontes, em Estância. Construído recentemente e apresentado pelo governo estadual como a grande esperança de um atendimento digno para os moradores daquela região, até hoje não realizou uma cirurgia sequer. “São três salas de cirurgia, 10 leitos de UTI que nunca funcionaram. E a culpa de quem é? É dos médicos também? Ou da falta de prioridade dos atuais governantes com o setor? A mesma coisa com o Hospital de Itabaiana, cuja reforma se arrasta por mais de cinco anos, o de Nossa Senhora da Glória, e por aí vai”, enfatizou. 

Para o deputado estadual, os questionamentos que estão sendo feitos pelas entidades médicas, parlamentares e sociedade organizada levará o Congresso a modificar pontos importantes na Medida Provisória, tornando o programa um complemento às outras ações que devem ser colocadas em prática para tornar o serviço público de saúde um modelo mais humano e eficiente. “Acredito na força e no empenho pelas mudanças necessárias ao programa”, finalizou.




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