quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Valadares Filho quer intensificar a formação de atletas para Olimpíadas

O verdadeiro significado de o Brasil sediar uma Olimpíada está vinculado ao legado que o evento vai efetivamente deixar para o país, seja para formação de atletas de alto rendimento, seja para implementar os programas de incentivo à prática esportiva como fator de inclusão social. Essa é a opinião do presidente da Comissão de Turismo e Desporto (CTD), deputado Valadares Filho (PSB-SE), expressada durante audiência pública realizada ontem para debater os planos e programas de incentivo a novos talentos para as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016.
  
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Antônio Martins, concordou com Valadares Filho e indagou sobre o verdadeiro legado que os megaeventos esportivos deixarão para o Brasil. “Será somente a construção de novos estádios, ou a reforma dos aeroportos?”  Segundo Antônio Martins, as condições de infraestrutura para o desenvolvimento do atletismo melhoraram, mas ainda não são suficientes para atender a demanda de formação de atletas.

Valadares Filho questionou se as escolas brasileiras, sejam públicas ou privadas, estão aptas a despertar as vocações dos atletas. Antônio Martins respondeu que infelizmente a realidade da educação física é “totalmente ultrapassada nas escolas, que não tem um modelo prático para desenvolver o esporte”. Para ele, esses problemas, que são cruciais para o avanço do esporte, precisam ser debatidos com profundidade e encontra soluções.

Outra questão levantada por Valadares Filho foi sobre o ponto de conexão entre os programas do Ministério do Esporte – Segundo Tempo, Mais Educação, Esporte e Capacitação Profissional, entre outros – e as federações e confederações. “Essa conexão existe e, se existe, é eficiente para o fomento à prática esportiva?”, indagou Valadares Filho.

 Antônio Martins disse que o financiamento público à prática esportiva é hoje muito melhor do que no passado, mas para que o atleta tenha patrocínio ele precisa se destacar. “O esporte só terá resultado se houver investimentos constantes”.

O presidente da Comissão de Turismo e Desporto também quis saber sobre o incentivo aos atletas em início de carreira. Na opinião do coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Robnelson Félix, esse é um problema enfrentado pelos atletas. “Os patrocínios vão principalmente para aqueles que se destacam e o esporte que é praticado nas escolas está completamente dissociado do esporte de rendimento”.

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