quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Saúde alerta sobre a doação de órgãos e tecidos

Na próxima sexta-feira, 27 de setembro, será celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos. No Brasil, a data foi instituída com o objetivo de conscientizar a população e os profissionais de saúde quanto à importância desse ato que renova a esperança de muitos brasileiros. Com o objetivo de esclarecer sobre o processo de doação de Órgãos e Tecidos, acompanhe a entrevista com o coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez.

Ascom/SES – Qual a importância da doação?
Benito Fernandez - A doação tem como objetivo a efetivação de um transplante que, por sua vez, possibilita a melhoria da qualidade de vida de pessoas que estão na lista de espera por um órgão e muitas vezes dependem dele para continuar vivendo. A doação de órgãos contribui para a recuperação da vida.

Ascom/SES - Quem pode se tornar doador? Existe algum perfil?
BF – Existem dois tipos de doadores: o vivo e o falecido. O doador vivo pode ser qualquer pessoa saudável, maior de idade, que concorde com o ato. Já os doadores falecidos são pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que tiveram diagnosticada a morte encefálica.

Ascom/SES – Como se dá o processo para doação?
BF - A doação de múltiplos órgãos só pode ser feita mediante a constatação da morte encefálica, que consiste na perda das funções do cérebro, órgão que comanda todas as funções do corpo humano. Esse diagnóstico é constatado por meio de dois exames clínicos e um complementar.  Já a doação de tecidos não depende desse diagnóstico. Ela pode ser feita por pessoas que foram a óbito por parada do coração.

Ascom/SES – Qual o protocolo executado pela Central de Transplantes quando há um órgão disponível para captação no Estado?
BF – No momento, Sergipe realiza o transplante de córneas. Mas, quando há uma doação de múltiplos órgãos, a Central Estadual informa à Central Nacional de Transplantes, que envia uma equipe para a retirada dos órgãos e fica responsável pela distribuição conforme estabelece a Portaria nº 2.600/09, que regulamenta a doação no país. É importante destacar que a notificação de um provável doador é realizada pela Organização de Procura por Órgãos (OPO/SE) ou pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do hospital onde se encontra o provável doador. Esses setores somente notificam a Central Estadual após a autorização da família.

Ascom/SES – Onde é feita a captação dos órgãos e tecidos?
BF - A captação de órgãos só pode ser feita no Centro Cirúrgico do hospital em que se encontra internado o doador. Já a captação dos tecidos pode ser feita tanto na unidade hospitalar quanto no Instituto Médico Legal (IML).

Ascom/SES – Quais os órgãos que podem ser doados com a pessoa ainda em vida?
BF – Um dos rins, parte do fígado, da medula e do pulmão. Pela Lei brasileira, parentes até 4º grau e o cônjuge podem ser doadores. As pessoas que não são parentes somente poderão doar mediante autorização judicial.

Ascom/SES – Quanto doadores já foram notificados em Sergipe?
BF – Desde a criação da Central de Transplantes de Sergipe, em 08 de maio de 2000, o Estado teve 43 doadores efetivos de órgãos e 692 doadores de tecidos. Foram realizados 992 transplantes de córnea, 108 de rim, 14 de osso e dois de coração. Em 2013, Sergipe teve um doador efetivo de múltiplos órgãos (dois rins e um fígado). 



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