quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Gualberto diz que João Alves é inimigo do Banese


O deputado estadual Francisco Gualberto (PT) voltou a criticar hoje a venda da conta da Prefeitura de Aracaju, incluindo a folha de pagamento dos servidores, que até então continua no Banco do Estado de Sergipe (Banese). Segundo ele, o prefeito João Alves trabalha unicamente com a intenção de enfraquecer o banco neste momento para que no futuro a sua privatização seja viável. “João é um inimigo do Banese. E já demonstrou isso várias vezes”, sustenta Gualberto.

 
De acordo com o edital de venda da conta, o Município de Aracaju possui hoje 13.679 servidores, sendo que desse total, 1.232 são cargos comissionados. No entanto, registra-se que de maio a junho deste ano, João Alves inchou a folha de cargos comissionados em 113%. Já o Estado possui atualmente cerca de 60 mil servidores, entre ativos e inativos, e o número de comissionados chega apenas a cerca de 3 mil. “É menos que 5% da folha de pagamento”, diz Gualberto.

Para ele, o prefeito João e o secretário de Fazenda Nilson Lima precisam dos R$ 40 milhões da venda da conta para suprir o pagamento da folha elevada. “Só que eles estão percebendo o desgaste junto à população. Estão promovendo algo que o sergipano não aceita. O Banese não é um equipamento de governo. É um instrumento de Estado. E João Alves pensa em fragilizá-lo para ser privatizado no futuro”, analisa o petista.

Pelo menos em dois momentos anteriores, segundo Gualberto, João já havia tentado enfraquecer o banco. No final do seu segundo governo (1994), quando passou o Estado para Albano Franco e o Banese praticamente sofreu uma intervenção do Banco Central; e no final do seu terceiro governo (2006), quando passou para Marcelo Déda um banco sucateado. “Naquela ocasião, Déda precisou de um ano e meio para recuperar o banco. Dos 10 itens exigidos pelo BC para o bom funcionamento da instituição financeira, seis estavam comprometidos”, revela.

Neste episódio, o deputado estranha o comportamento do secretário Nilson Lima. “É um catavento. Ele sopra para o outro se refrescar. Tenho certeza de que Nilson Lima tem plena consciência do que está fazendo, mas precisa servir ao seu senhor”, diz. “E as justificativas de todos no governo de João para vender a conta do Banese chegam a ser hilárias”.

No mesmo pronunciamento, Francisco Gualberto fez um alerta para o fato de que João Alves irá criar problemas com a Deso em breve, assim que vencer o contrato firmado entre Município e Companhia de Saneamento para fornecimento de água na capital. “João vai querer extorquir a Deso e o Estado. Anotem o que eu estou dizendo”, frisou o deputado, sem dar maiores detalhes.

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