quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Eduardo Amorim se diz preocupado com endividamento de Sergipe


Em discurso na noite da última terça-feira, 10, o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) demonstrou preocupação com o crescimento da dívida do estado de Sergipe. Segundo o senador, entre 2008 e 2012, a dívida consolidada líquida anual aumentou 200%.  A dívida pública do estado, segundo o senador, é de quase R$ 4 bilhões. “Atualmente, o quadro que se apresenta é de tirar o sono de qualquer cidadão que tem, no mínimo, zelo pelo seu estado e pelo seu povo”, disse.
 
Para o senador, uma das principais causas do endividamento é a máquina pública inchada. Amorim argumentou que Sergipe tem mais secretarias que o estado de São Paulo. Proporcionalmente, o estado tem o segundo maior gasto com pessoal, o que faz com que o governo se negue a pagar reposição salarial aos servidores efetivos, além de atrasar o pagamento das remunerações.

“A conta é simples e não há mágica. Sergipe precisa urgentemente enxugar a máquina, diminuir o número de secretarias e de cargos comissionados, com certeza milhares e milhares, além de realizar cortes e reduzir despesas. Caso contrário, temo pelo futuro do meu estado”, disse.

O senador informou que o quadro leva ao caos em setores como a saúde, com pessoas morrendo por falta de cirurgias. Eduardo Amorim citou, ainda, o alto índice de analfabetismo e o aumento no número de crimes violentos no estado, classificado o quadro como “assustador e preocupante”.

“Para se ter uma ideia, os salários de servidores e pensionistas foi atrasado e o funcionalismo público não terá reajuste, sequer a reposição salarial. Um governo, cuja bandeira é do Partido dos Trabalhadores, trata seus servidores com tamanho descaso”, informou Amorim ao dizer ainda que proporcionalmente Sergipe é o estado no país que mais gasta do orçamento com pessoal.

Reajuste
Ao detalhar a situação financeira do estado, o senador disse que a Secretaria de Estado da Fazenda informou que não tem condições de conceder reajuste salarial aos servidores, pois o Governo está se aproximando do limite máximo de 49%, ultrapassando o limite prudencial – que é de 46,55% - da Lei de Responsabilidade Fiscal. “O endividamento é o principal entrave ao atendimento imediato dos direitos aos serviços de saúde, educação, transporte e segurança pública”, disse Amorim.

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