terça-feira, 20 de agosto de 2013

Valor Econômico destaca nova fábrica de embalagens em Sergipe

O jornal Valor Econômico, na edição desta terça-feira, 20, publica reportagem sobre a chegada de uma unidade de embalagens de vidro em Sergipe. De acordo com a matéria, o grupo francês a Saint-Gobain anunciará oficialmente amanhã, 21, um aporte de R$ 230 milhões em uma nova fábrica em Sergipe.

A matéria informa que a fábrica deve ser inaugurada no segundo semestre de 2015, no município de Estância, que fica a 70 quilômetros de Aracaju. A fábrica terá capacidade para processar 77 mil toneladas de vidro por ano, volume que poderá superar as 100 mil toneladas anuais em pouco tempo, segundo informou o presidente da Verallia no Brasil, Roberto Corrêa.

Este é mais um empreendimento que contou com as participações ativas do governador Marcelo Déda e do governador em exercício Jackson Barreto em atrair grandes empresas de interesse econômico e social para Sergipe. Não apenas pela geração de empregos – 485 na fase de implantação e 195 na operação –, mas também pelo fortalecimento da cadeia produtiva sergipana através da integração com os setores de alimentos e bebidas, pela qualificação da mão de obra e pela disseminação de práticas ecológicas saudáveis, como a reciclagem de vidros e garrafas usadas.

A chegada de um grupo de porte empresarial demonstra mais uma vez, a competência, habilidade e capacidade do Governo de Sergipe em atrair grandes empreendimentos para o Estado. Desde 2007, quando assumiu o governo, Marcelo Déda seguiu orientação estratégica de dar atenção para que os empresários sintam o melhor ambiente possível no estado.

O investimento na fábrica sergipana é da ordem de R$ 228 milhões, em duas fases, sendo R$ 200 milhões nos próximos dois anos e R$ 28 milhões em 2017. Sua localização deve-se a vários fatores: existência de várias fábricas de bebidas e de produtos alimentares num raio de 500 km que atendem aos principais centros consumidores do Nordeste, proximidade de clientes industriais no próprio estado de Sergipe, boa disponibilidade de matérias-primas como areia e calcário, infraestrutura satisfatória (sem os congestionamentos dos grandes centros regionais) e, por último, mas não menos importante, a boa acolhida e o apoio do governo estadual, através dos incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

A Indústria Vidreira do Nordeste Ltda., sociedade constituída para comandar o projeto, é o quarto estabelecimento do Grupo Saint-Gobain no Brasil, no ramo de garrafas e potes de vidro. Outras três fábricas já operam, sendo duas em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. O Grupo possui, ainda, unidades industriais na Europa, América do Norte e mais duas plantas na América do Sul, sendo uma em Mendonza, na Argentina, e a outra, em Rengo, no Chile, voltadas ao mercado de vinho da região.

Ainda segundo o Valor Econômico, o aumento da produção vai depender do desempenho dos negócios no Nordeste, onde a companhia espera ampliar a carteira de clientes. Além das fábricas de cerveja instaladas na Bahia e em Pernambuco, com as quais a Verallia já trabalha, a ideia é buscar oportunidades em segmentos que ganharam importância na região, casos da produção de vinhos no Vale do São Francisco e do leite de coco, que tem em Alagoas uma das principais fabricantes do país.

"O objetivo, em termos estratégicos, é firmar presença na região, tendo unidade produtora local. Além de ganhos de logística para clientes nossos que têm operações no Nordeste, vamos em busca de novos negócios", afirmou Roberto Corrêa. De acordo com o executivo, a expectativa é que a nova fábrica proporcione um incremento de, aproximadamente, 25% no faturamento da empresa no Brasil, que no ano passado somou R$ 620 milhões.

O anúncio de instalação da empresa ao governador em exercício Jackson Barreto aconteceu em 24 de outubro. Na oportunidade, Jackson disse que a fábrica chegava em boa hora. “Muitos empregos serão gerados para a população sergipana e existe a possibilidade de durante a fase de operação gerar mais empregos”, observou.

Outro ponto ressaltado por Barreto é a escolha dos empresários por instalar a indústria em Sergipe. “O Nordeste não tem uma indústria vidreira. Nosso Estado ofereceu as condições e conseguiu trazer a empresa. Isso faz parte do planejamento de captação de novas indústrias para Sergipe, por meio do programa que o governador Marcelo Déda inseriu na sua administração”.

Grupo Saint-Gobain

A Indústria Vidreira do Nordeste Ltda., sociedade constituída para comandar o projeto, é o quarto estabelecimento do Grupo Saint-Gobain no Brasil, no ramo de garrafas e potes de vidro. Outras três fábricas já operam, sendo duas em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. O Grupo possui, ainda, unidades industriais na Europa, América do Norte e mais duas plantas na América do Sul, sendo uma em Mendonza, na Argentina, e a outra, em Rengo, no Chile, voltadas ao mercado de vinho da região.

Quanto ao próprio Grupo Empresarial, sua história e sua dimensão internacional impõem respeito. A história começa com o fornecimento das vidraças e espelhos do Palácio de Versalhes, encomendada por Jean Baptiste Colbert, ministro de Luís XIV, o “Rei Sol”, em pleno século XVII. E continua com a expansão para a Europa e para o Novo Mundo, chegando ao Brasil em 1937.

Atualmente no Brasil a Saint-Gobain detém marcas líderes no mercado, como Brasilit, Quartzolit, PAM, Carborundum, Sekurit, Santa Marina, Isover, Placo, Norton e Telhanorte. Suas atividades estão agrupadas em quatro divisões: materiais inovadores, produtos para a construção, distribuição de materiais de construção, e embalagens de vidro, esta conhecida mundialmente como Divisão Verallia.

Reconhecido como um dos cem maiores do planeta, o Grupo Empresarial Saint-Gobain emprega hoje, em 64 países, cerca de 195 mil servidores, e fatura 42 bilhões de euros em vendas líquidas (dados de 2011). Detém ainda o título de um dos 100 melhores em inovação tecnológica, por suas criações no setor da construção e habitação. Para merecer essa honraria, emprega cerca de 3.700 pesquisadores, encarregados de um portfólio de mais de 700 projetos, que exigiram, só no ano passado, 431 milhões de euros em inversões.

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