terça-feira, 13 de agosto de 2013

“Queremos mudar o PT para mudar Sergipe”, afirma Ana Lúcia


“O PT precisa reanimar a sua militância, reforçar o filiado-militante, convocar as suas bases populares a retomarem as ruas como o verdadeiro palco da luta política, criticar o que não foi cumprido, defender mais direitos para a população e maior participação na política. Por tudo isso, quero ser Presidenta Estadual do Partido dos Trabalhadores”. Com esse desejo de mudanças nos rumos do Partido dos Trabalhadores, a professora Ana Lúcia confirmou a sua candidatura à Presidenta Estadual do PT, com a chapa “Vamos Mudar o PT para Mudar Sergipe!”.

  
Atualmente exercendo o mandato de Deputada Estadual, Ana Lúcia acredita que as manifestações de junho e julho que aconteceram por todo o país revelaram que a sociedade deseja mudanças profundas na política e nas instituições. E para ela, “como maior partido da esquerda em Sergipe e no Brasil, o Partido dos Trabalhadores não deve se furtar de ouvir as ruas. Pelo contrário, o PT deve estar em sintonia com as reivindicações e os anseios populares. E, para isso, o PT também precisa mudar, se movimentar, discutir e definir suas prioridades e, acima de tudo, radicalizar a sua democracia interna”.

Ana Lúcia entende que uma das principais mudanças do PT deve se dar na reconstrução de uma aliança firme com o povo. “Nos últimos anos, o PT optou por alianças equivocadas com setores conservadores e reacionários da política estadual, o que freou a possibilidade de mais conquistas e direitos para o conjunto da população. Mais do que a busca a qualquer custo pela governabilidade institucional, que flexibiliza muitas das nossas posições e princípios, cabe ao PT dialogar e construir a sua política com os movimentos sociais do campo e da cidade, com os sindicatos, organizações populares, associações de moradores, entidades estudantis e juventude, respeitando e mantendo a autonomia desses segmentos”, ressalta.

Para Ana Lúcia, o PT também deve manter a auto-sustentação financeira, a partir da contribuição dos seus militantes e da classe trabalhadora, como um princípio nas campanhas eleitorais e no cotidiano da vida partidária. “Enquanto um partido de trabalhadores, as ações e políticas do partido devem ser financiadas com a colaboração dos próprios trabalhadores e trabalhadoras e do conjunto da militância petista”, afirma.

Militante histórica do Partido dos Trabalhadores, Ana Lúcia acredita ainda que o PT deve incentivar a diversidade e a pluralidade nos espaços partidários. Para ela, “é um compromisso do PT o estímulo à participação da juventude, das mulheres, dos negros e das negras e dos segmentos homossexuais nas suas instâncias de decisão”.

A candidatura de Ana Lúcia não é um desejo pessoal, mas é fruto do acúmulo de inúmeros debates tanto dentro da sua tendência, a Articulação de Esquerda, quanto com segmentos sociais. Ana faz questão de frisar que “a nossa candidatura é coletiva, é resultado de longas discussões sobre os rumos que o PT em Sergipe deve seguir nos próximos anos. Isso está expresso no nome da nossa chapa, “vamos mudar”, é uma convocação que fazemos à militância socialista do Partido dos Trabalhadores para recolocarmos o partido na linha de frente da construção de um projeto democrático-popular em nosso estado”.

Com experiência no Legislativo e no Executivo - tendo sido Secretária Municipal de Educação e Secretária Estadual de Assistência Social -, Ana Lúcia entende que a sua vivência político-partidária lhe dá condições de coordenar o processo de renovação necessário ao PT. “A minha trajetória, seja no sindicalismo, no parlamento, no Executivo ou no cotidiano partidário sempre foi marcada pelo diálogo e construção permanentes com os movimentos sociais, com a juventude, os sindicatos e organizações populares. Ao mesmo tempo, buscando fortalecer o PT, nunca me furtei em criticar publicamente os erros e desvios do meu partido”, enfatiza.

Ana Lúcia acredita que o Processo de Eleições Diretas é essencial para a democracia interna no PT e entende que as diversas candidaturas não dividem o partido, mas são importantes para que o conjunto da militância do PT conheça o que pensam e propõem as diferentes tendências e agrupamentos. “O PT é um partido diverso e plural. Esse é um momento rico para todo o partido, afinal serão expostas e debatidas as leituras sobre a conjuntura, as análises sobre o próprio partido, as concepções, métodos, táticas, estratégias e propostas. Por isso, a nossa militância estará disputando os rumos do PT para os próximos anos”, garante Ana Lúcia.

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