segunda-feira, 12 de agosto de 2013

“O PMDB está sendo sacrificado em prol da unidade”, diz Fábio Reis


Eugênio Nascimento
Do Jornal Da Cidade



Nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE o deputado federal Fábio Reis (PMDB) diz que é contra uma possível aliança com o DEM em 2014, defendendo a manutenção irrestrita da aliança atual. Para Fábio, é necessário ampliar o grupo sem constranger ou perder aliados. Ele também avaliou que o prefeito João Alves Filho (DEM) pensa em ser candidato ao governo, o que seria um equívoco, por fazê-lo deixar de lado os problemas da administração. Sobre a atuação de Jackson Barreto no governo, Fábio diz que ele tem cumprido à risca as orientações administrativas do governador Marcelo Déda, mas acha que JB deve conversar com Déda para realizar mudanças no governo. O deputado também comentou sua atuação legislativa, que inclui a criação de um projeto visando garantir a dedução no Imposto de Renda dos novos gastos com as empregadas domésticas. Leia a seguir.



JORNAL DA CIDADE - O senhor declarou há pouco tempo que o PMDB está subrepresentado no governo do estado. Esse quadro ainda continua? 

Fábio Reis - Continua sim! E claro que agora que Jackson Barreto está exercendo o cargo de governador interinamente, a pressão sobre ele aumenta. E não só o PMDB, mas outros partidos da base aliada. Agora é preciso ter mais paciência e compreender que JB está exercendo o governo de forma interina, pois o governador é Marcelo Déda e os partidos que estão dentro não querem abrir espaço para os que precisam entrar, esta equação é difícil e alguém sempre vai achar que estará sendo preterido ou esquecido, e neste caso, o PMDB está sendo sacrificado em prol da unidade. Esta distorção deve ser corrigida com bastante diálogo e compreensão de todos. 



JC - O PT tem mais espaços no governo do que os demais partidos do bloco aliado? Isso tem causado problemas e ciúmes na base aliada?

FR - Tem e é natural. O governador é do PT, tem uma grande bancada e nada mais natural que ter o maior espaço dentro do governo. 


JC - Qual é a sua opinião quanto à uma possível aliança entre DEM e PMDB, em 2014, na disputa pelo governo do estado?

FR - Eu pessoalmente sou contra. Defendo a manutenção irrestrita da aliança atual. Claro que esta é minha opinião pessoal, não representa uma posição do partido, mas irei defender a unidade existente. Temos que procurar ampliar o grupo sem constranger ou perder aliados. Esta será a formula do sucesso. 



JC - Na sua opinião João Alves é candidato a governador?

FR - Não tenho dúvidas que João toma café-da-manhã, almoça e janta pensando em voltar a ser governador. Isso na minha opinião é um equivoco, porque deixa de lado os problemas administração, e com isso quem sofre é população.



JC - E em Lagarto? Sua tia, a deputada Goretti Reis é do DEM, como fica essa situação política?

FR - Posso lhe adiantar que eu, meu pai, Jerônimo Reis, Zezé Rocha e o prefeito Lila, de Lagarto, estaremos no mesmo palanque. Temos este pacto. Sobre a deputada Goretti Reis, só ela pode falar sobre o caminho que irá trilhar, ela tem mandato, é independente e se elegeu pela oposição.


JC - O governador em exercício, Jackson Barreto, está se saindo bem comandando o estado na ausência de Marcelo Déda?

FR - Jackson está bem maduro e preparado para governar. Foi rápido e eficiente para impedir greves, dialogou e ganhou a confiança dos servidores. Tem feito inaugurações, reuniões semanais com secretários, agilizado ações de investimento e conclusões de diversas obras, tem mostrado dinamismo e ousadia, diria eu, na sua interinidade. Tem seguido à risca as orientações administrativas que deixou o governador Marcelo Déda. Acho que está cumprindo didaticamente sua função na interinidade. Mas o tempo urge e ele precisa dialogar com o governador Marcelo Déda, sobre algumas mudanças, para dar uma melhor reoxigenada na administração pública. Na minha opinião, o governo precisa colocar jogadores que estão no banco de reserva e substituir alguns que estão com cãibras. Somos uma equipe e precisamos está com o melhor time em campo para vencermos nossos adversários. 


JC - O ex-secretário Jorge Alberto queixou-se em relação ao comportamento de Jackson Barreto para com ele. Como o PMDB avaliou as declarações de Jorge?

FR - Acho que Jorge é um grande companheiro, um lutador, um bom político e administrador, mas pisou na bola, foi injusto com Jackson Barreto, acho que as criticas infundadas e injustas publicamente contra nosso presidente e líder, só servem de munição aos adversários. Por isso acho que foram descabidas e inoportunas. Espero que a partir de agora o diálogo prevaleça de forma mais efetiva para o bom andamento de unidade dentro do partido. 


JC - Qual a expectativa do PMDB para 2014?

FR - Nossa expectativa é de crescimento. Estamos trabalhando com a possibilidade concreta de elegermos o governador, quatro deputados estaduais e dois federais.



JC - Quais foram os projetos de lei que o Senhor apresentou nestes seis primeiros meses de mandato?

FR - Apresentei projeto de lei para deduzir do imposto de renda os novos gastos com as empregadas domésticas. Este PL já está sendo analisado na Comissão de Finanças e Tributação. Também apresentei um projeto que visa regulamentar a atividade dos mototaxistas, incluindo o serviço comunitário de rua. Este PL está na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Um projeto de grande importância é o que determina que as instituições de saúde publiquem informações sobre os profissionais que farão o atendimento, como especialidade e data e horário de trabalho.



JC - Como foi sua atuação parlamentar na Comissão de Turismo e Desporto?

FR - Neste primeiro semestre, acompanhamos as reformas dos estádios e aeroportos que receberam os jogos da Copa das Confederações. Pude ver, de perto, o que realmente foi alterado e como o público seria beneficiado. Além disso, debatemos temas como Copa do Mundo, acessibilidade, Olimpíada e Paraolimpíada.



JC - E qual sua avaliação sobre as reformas que foram feitas?

FR - Houve um grande avanço em todas as cidades-sede. Visitei Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife e Salvador. Gostei muito da Arena Pernambuco, em Recife. Brasília, por outro lado, teve um gasto exorbitante na reforma do estádio Mané Garrincha. Mas, de uma forma geral, acredito no nosso potencial de realizar o mega-evento que será a Copa do Mundo no ano que vem.  



JC - Quais são os principais projetos para Lagarto?

FR - Tenho muitos projetos grandiosos para Lagarto. Entre eles, a duplicação da SE-270, a construção de um aeroporto regional, a construção do Centro de Iniciação ao Esporte, a viabilização do projeto Vaza Barris, que sanará nossos problemas com abastecimento de água e a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no povoado Colônia 13.



JC - O Senhor ainda não teve direito a emenda, mas já recebeu recurso de algum ministério?

FR - Solicitei ao ministério do Esporte a liberação de recursos extra-orçamentários e fui atendido na ordem de R$ 1,2 milhão. Assim, conseguimos viabilizar a construção de duas quadras poliesportivas em Estância, uma em Umbaúba e outras duas em Lagarto, uma no povoado Pururuca e outra no povoado Crioulo.


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