sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MPF/SE denuncia presos na Operação Correios

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) apresentou duas denúncias à Justiça Federal contra seis suspeitos envolvidos na Operação Correios, que investigou o roubo de cargas enviadas pelo serviço Sedex a Sergipe. A quadrilha operava há pelo menos um ano e meio no Estado e causou prejuízo milionário à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

 
De acordo com as investigações realizadas pela Polícia Federal, Silvio Santos Araújo, Erivaldo de Queiroz Rocha e Gilmar da Silva Passos trabalhavam como motoristas para as empresas Transpanorama Transportes Ltda e Ribeiro Transportes Ltda, que prestavam serviços aos Correios. No trajeto entre as cidades de Salvador (BA) e Aracaju (SE) eles paravam os caminhões simulando problemas mecânicos para furtar as cargas. 

Para realizar os furtos, os motoristas contavam com o apoio de Gilberto da Silva Lima, irmão de Gilmar, que era encarregado de violar o lacre dos caminhões e separar as mercadorias de interesse da quadrilha. Gilberto tinha informações sobre o tipo de lacre, o trajeto do caminhão e a natureza das encomendas por ter sido motorista da empresa Transpanorama. Nas investigações, o ex-motorista foi identificado como mentor do esquema.

Depois de separadas, as mercadorias eram transferidas para um veículo de passeio e então distribuídas para lojas de propriedade do grupo, principalmente em Estância (SE). José Robinson Barreto e Adriana da Silva, irmã de Gilberto e Gilmar, eram os responsáveis pela revenda dos produtos.

Crimes - O MPF/SE denunciou os seis acusados por formação de quadrilha, furto qualificado e lavagem de bens e valores. Gilberto Lima também foi denunciado por porte ilegal de armas, por ter sido preso em flagrante com uma arma calibre 38 e mais 51 munições. O MPF requereu ainda que as penas sejam aplicadas em grau máximo, devido ao número de furtos praticados repetidamente pela quadrilha. Somadas, as penas máximas dos crimes de formação de quadrilha, furto qualificado e lavagem de bens chegam a 21 anos.

Ascom MPF

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