segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Machado diz que Saúde em Aracaju era submissa ao governo do estado


Vice-prefeito afirma que capital arca com gastos de responsabilidade do Estado

Por MAX AUGUSTO

Em entrevista ao JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX o vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB) defendeu a reabertura do diálogo entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Prefeitura da capital. De acordo com Machado, o município acaba arcando com gastos que deveriam ser pagos pelo estado, já que nos últimos anos, segundo ele, a administração municipal vinha se comportando com total submissão ao governo do estado.
 
“O que o secretário do estado falava, ninguém contestava. Mas esse diálogo deve ser reaberto, Aracaju deve endurecer, para que se faça justiça. Os recursos de Aracaju não podem ser utilizados para pagar tudo, isso é papel do estado”, disse o vice-prefeito, ressaltando ainda que o Governo do Estado deve à Prefeitura cerca de R$ 20 milhões, relativos a repasses para a Saúde.

O tucano avalia ainda que é importante rediscutir algumas questões na Saúde de Aracaju, visando reequilibrar o sistema. Ele lembra, por exemplo, que no ano de 2006, 42% dos recursos que o Ministério da Saúde transferia para o estado de Sergipe, eram destinados à capital – percentual que hoje não chegaria a 26%.

Machado cita ainda outros números que confirmam o que todo mundo já sabe: pacientes vindos do interior e até de outros estados sobrecarregam a estrutura de Saúde da capital. Dois dados que exemplificam bem isso: dos cerca de 1.300 partos realizados mensalmente na maternidade Santa Izabel, só 400 são de crianças aracajuanas – as outras 900 são do interior, mas a conta é paga pela capital, segundo o vice-prefeito.

Outra situação constante diz respeito à realização dos exames de alta complexidade, onde cidadãos de outros municípios chegam a capital para ter acesso a tais serviços. “Todos os exames de alta complexidade e vários outros procedimentos são pagos por Aracaju”, falou Machado.

Outro número que chama atenção: Aracaju possui cerca de 540 mil habitantes, mas cerca de 1,6 milhões de cartões do SUS foram distribuídos pela Secretaria de Saúde da capital – o que também comprovaria que Aracaju acaba se tornando uma “UTI” da Saúde interiorana. “É preciso redesenhar o pacto, não é justo Aracaju custear todas essas despesas”, concluiu Machado.

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