terça-feira, 30 de julho de 2013

VCA DIZ QUE MANOBRA GARANTE SIGILO DA CAIXA PRETA DO SETRANSP

No fim de semana anterior, a VCA e outras quatro empresas convocaram uma Assembleia Extraordinária no SETRANSP. Na pauta estava o pagamento de agiotas, auditorias e apuração de responsabilidades pela paralisação dos ônibus. O tema parecia explosivo.

De acordo com a VCA, o prefeito de Aracaju, João Alves, agiu com estardalhaço midiático, notificando na quarta-feira, dia 24 de julho, a exclusão das empresas VCA e São Cristóvão do serviço transporte urbano na capital. 

Até hoje, a VCA e São Cristóvão alegam que não foram comunicadas oficialmente da exclusão, mas na 5º feira (25/07), a SMTT comunicou ao SETRANSP a saída das empresas.

Hoje, seria o dia da Assembléia que não ocorreu, porque o Sindicato alegou que não havia mais maioria do grupo da VCA. Com a exclusão da VCA e São Cristóvão elas não poderiam mais votar na Assembléia. Sem a maioria, não houve deliberação alguma.

“A Caixa Preta do SETRANSP continua fechada, as empresas queriam um esclarecimento, mostrar o que ocorreu, mas infelizmente, não é isso que o SETRANSP pretende. Não pretende transparência, não pretende Auditoria”, disse o advogado da VCA, Gilberto Vieira.

O advogado não quis comentar sobre a manobra jurídica e quem estaria participando e com qual interesse. “Não sei porque negar essa direito de transparência, é algo salutar para toda a sociedade”, acrescentou Vieira.

Em um dos itens da convocação feita pela então maioria das empresa, estava a possibilidade de garantir o funcionamento do sistema, cumprindo uma regra do Estatuto de que 70% de tudo que foi arrecadado deveria ir para folha, sem a Assembléia a possibilidade de novas paralisações é uma preocupação para toda a população.

A manobra para retirar a maioria dos votos do SETRANSP em prol dos esclarecimentos só aconteceu porque a SMTT correu para comunicar ao SETRANSP da exclusão da VCA e São Cristóvão, antes mesmo de comunicar às próprias empresas penalizadas.

Para a Prefeitura, os esclarecimentos seriam importantes demais, assim, garantiria à atual gestão dados que mostrariam que a crise é um bomba relógio que caiu no colo do atual Prefeito, isso pode ter sido prejudicial à gestão do Prefeito João Alves.

O que a população cobra é um esclarecimento claro dos fatos, pois o esconde é uma brincadeira de criança, que virou um instrumento jurídico do Setransp, para não prestar contas.

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