sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sergipanos têm mais acesso a bens e serviços

Uma fase de crescimento sem precedentes da economia sergipana, promovendo uma significativa evolução social acompanhada da expansão da oferta de acesso a bens e serviços que beneficiam a qualidade de vida. Esta é a constatação expressa em um detalhado estudo que analisou detidamente diversos aspectos da expansão econômica e os seus reflexos no perfil de consumo da população sergipana.

Denominado “Indicadores de Desenvolvimento Sergipano – Uma Década de Inclusão e Oportunidades”, o documento, elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), foi amplamente divulgado a partir do portal Observatório de Sergipe  representando um esforço em sistematizar, interpretar e demonstrar um conjunto consistente de indicadores de áreas que aponta para as principais conquistas da sociedade sergipana na última década.  

Utilizando uma base de dados levantada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o documento demonstra a evolução no consumo de bens e serviços pelos sergipanos. Um dos indicadores mencionados refere-se, por exemplo, à expansão do acesso à energia elétrica nos domicílios que saiu do patamar de 94,74% dos domicílios com acesso em 2001, para 99,83% em 2011, incluindo o meio rural, com base nos dados levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o estudo de perfil socioeconômico mais estratificado existente no país. 

Outro aspecto diretamente ligado à qualidade de vida que também demonstra esta evolução é o abastecimento de água, o bem mais precioso para a população. Em 2001, 85% dos domicílios tinham acesso ao abastecimento, o que, em 2011, chegou a 88% dos domicílios, avaliando-se aí a expansão imobiliária verificada no período, que é, proporcionalmente, o melhor índice existente no Nordeste.

Consolidando este demonstrativo, o levantamento também apontou uma evolução sem precedentes no número de domicílios permanentes com computadores e acesso à internet. Em 2003 (primeiro registro da pesquisa), 8,6% dos domicílios contavam com computadores. Em 2011, esse número praticamente triplicou para 26,9%. Já levando em conta os computadores com acesso à internet, o número passou de 6,3% em 2003, para 21,8% em 2011, o que representa um crescimento de 246%. 

Crescimento Consistente

Essa expansão do consumo, obviamente, foi alavancada por um crescimento econômico consistente representado por aspectos como um crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), de 2002 a 2010, de 44,4%. E também em 2010, o PIB per capita atingiu R$ 11.500, o maior do Nordeste.

Vislumbrando esse panorama e pondo em prática uma das premissas da atual administração, o Governo de Sergipe, pôs em prática, a partir de 2007, um audacioso programa de atração de investimentos que já conseguiu alcançar a cifra histórica de R$ 1 bilhão em investimentos do capital privado. 

Fruto dessa ação política estratégica, os sergipanos também atingiram um patamar de destaque na região Nordeste, a exemplo da geração de 100 mil empregos com carteira assinada de 2007 a 2012.

Ícones do Consumo

Complementando o aspecto da expansão do consumo, algumas situações de mercado demonstram cabalmente a evolução do perfil do consumidor apresentando crescimentos vertiginosos num curto período de tempo. Um destes exemplos é a expansão do mercado de TV por assinatura, um típico serviço que há alguns anos estava ao alcance somente das chamadas classes “A e B”. 

“Nos últimos três anos verificamos um crescimento de aproximadamente 30% de um ano para o outro. Este é um mercado que cresce e que atinge diversas classes sociais, já que temos produtos com parcelas mensais que vão de cerca de R$ 50 a R$ 300”, explica a consultora de vendas Elaine Andrade, que trabalha há cerca de quatro anos no segmento. 

Segundo ela, os perfis de consumidor são os mais variados possíveis, indo do operário assalariado, que quer adquirir mais opções para sua diversão, aos empresários e profissionais liberais que optam pelas opções mais avançadas em termos de equipamentos e pacotes de serviço. “Percebemos uma expansão global na demanda pelo serviço que oferecemos, contando com novos clientes do bairro Santa Maria ao 13 de Julho, e em diversos municípios do interior sergipano”, argumenta a consultora. 

Outro ícone que representa uma evolução social e, de certo modo e se utilizado da maneira correta, um benefício à qualidade de vida é o acesso a veículo motorizado. Nesse contexto, as motonetas ocupam posição de destaque e se tornaram o objeto de desejo de quem só podia utilizar uma bicicleta ou o transporte público. “Esse é um transporte que viabilizou uma melhor condição de locomoção das pessoas que não podem adquirir outro meio de transporte”, avalia o vendedor Paulo Ferreira, que há três anos migrou do ramo de motocicletas para o ramo de motonetas que vem se expandindo de forma notável em todo o País e em Sergipe. 

Comercializando as motonetas (cujo valor vai de R$ 3.400 a 5.400) e, mais recentemente, também motocicletas, triciclos utilitários e quadriciclos, cujo valor pode atingir até R$ 10 mil, o vendedor afirma que o mercado está em franca expansão. “Hoje você chega em um canteiro de obras de qualquer construtora, que era absolutamente dominado pelas bicicletas, e encontra centenas de motonetas que os operários usam para o trabalho, para o estudo e para o lazer. Dificilmente eles teriam condição de arcar com as despesas de documentação e manutenção de outro veículo motorizado. Graças ao aumento de renda em Sergipe, nós temos aqui um dos maiores mercados do país”, argumenta.

E a perspectiva apresentada por ele é de uma evolução ainda maior neste segmento. “Em breve, estará sendo inaugurada a primeira fábrica nacional da nossa marca, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. Isso permitirá que o preço de R$ 3.400, desça para R$ 2.990. Certamente, isto contribuirá para o aumento das vendas que estão hoje em torno de 100 a 120 motonetas/mês”, aponta. 

Como estes, outros segmentos também apontam para os resultados do processo de expansão econômica em Sergipe, que é fruto de decisões políticas coerentes, senso de oportunidade dos empreendedores e o imenso potencial da força de trabalho dos sergipanos que demonstram o desejo de evoluir desfrutando dos resultados do seu trabalho. O papel do Governo do Estado é justamente dinamizar estas oportunidades.


Hugo Sídney, repórter da ASN



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