segunda-feira, 1 de julho de 2013

Saúde alerta para a importância do Teste do Pezinho



A triagem neonatal ou teste do pezinho (como é popularmente conhecido) é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar algumas doenças genéticas e congênitas (desenvolvidas ainda no útero), e que precisam de tratamento imediato para evitar sequelas. Indicado para todos os recém-nascidos a partir do terceiro dia de vida, o exame é um direito assegurado para mães e bebês através da Política Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), do Ministério da Saúde (MS), e realizado na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.
 
Segundo a médica neonatologista da unidade, Geilza Santos França, o exame consiste em coletar algumas gotinhas de sangue no calcanhar do bebê, que irão para análise. O teste é obrigatório para identificar quatro doenças abrangidas pelo PNTN: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística.

“Determinadas doenças só podem ser diagnosticadas se o bebê estiver ingerindo o leite materno. A partir do terceiro dia de vida, o teste deve ser feito de imediato. O resultado leva de 7 a 10 dias para ficar pronto e ser apresentado ao pediatra. Caso seja identificada alguma patologia, o bebê tem direito de iniciar o tratamento o quanto antes”, esclarece. 

A médica explica ainda que, “caso exista alguma alteração no exame, os pais são acionados para realizar uma nova coleta de sangue para a confirmação do diagnóstico. O exame não afasta a possibilidade do bebê adquirir outras doenças neurológicas e genéticas”.
Triagem Neonatal.

O Teste do Pezinho é realizado na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes desde o ano de 2006. De janeiro a maio deste ano, mais de 500 bebês foram submetidos ao exame da triagem neonatal. 

“O Teste do Pezinho é fundamental para a vida do bebê. A MNSL assegura a realização dele, conforme preconiza o Ministério da Saúde. As mães e os pais também recebem todos os esclarecimentos sobre a importância deste procedimento”, sintetiza a  superintendente da MNSL, Manuela Oliveira. 

Com apenas 12 dias de vida, a pequena Maria Clarice já foi submetida ao exame. “Parece uma picadinha de formiga. Os técnicos do laboratório tiveram todo o carinho e atenção, e colheram o sangue da minha filha. O processo foi simples e rápido. São algumas gotinhas de sangue que se converterão em sorrisos”, pontua a mãe Nulcineia Carvalho.

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