domingo, 21 de julho de 2013

Prefeitura discute sistemas de Bicicletas Públicas em Aracaju

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), vinculada à Secretaria Municipal de Defesa Social e da Cidadania, intermediou na tarde da última quinta-feira, 18, a apresentação da Empresa Samba – Transportes Sustentáveis, sobre o Sistema Alternativo de Bicicletas Públicas e Compartilhadas Para Mobilidade Urbana, para empresas privadas e Organizações Não Governamentais (ONGs). A reunião aconteceu na sede da SMTT.

A solução para o transporte em pequenos percursos nos centros urbanos, administrada pela empresa, já está presente em seis cidades brasileiras e busca patrocinadores para a implantação em Aracaju. O projeto inicial para a capital sergipana tem como base o sistema cicloviário da cidade e promoverá a integração de todos os sistemas de transportes, inclusive os corredores para BRTs, facilitando a locomoção dos cidadãos nas áreas de lazer, turismo e trabalho.
No entanto, para a execução do projeto é preciso patrocinadores. Segundo o diretor de Planejamento e Sistemas da SMTT, Francisco Navarro, o sistema de compartilhamento debikes contribuirá para a mobilidade no trânsito e é intenção da Prefeitura viabilizá-lo, por isso, planejou a vinda dos representantes do Grupo Serttel (do qual a Samba faz parte) à Aracaju, e dispôs-se a trazê-los outras vezes para mais esclarecimentos.
“A prefeitura vai ceder o espaço, mas o projeto é do patrocinador e o retorno é para a sociedade. Por parte da Prefeitura, há o maior interesse em implantar esse projeto. A proposta de trazer a empresa foi para apresentar aos parceiros, possíveis patrocinadores, o sistema de bicicletas compartilhadas. Essa ferramenta poderá fazer com que o cidadão chegue aos pontos de transporte público, que acaba sendo mais um ponto de mobilidade na cidade. O impacto social que esse projeto vai trazer para a gente é fantástico”, enfatiza Navarro.
O diretor do projeto para bicicletas públicas da empresa Samba, o português Peter Cabral, aponta que, por ser uma cidade pequena, Aracaju poderá contar com 20 ou 25 estações, comportando de 10 a 15 bikes cada uma, totalizando uma média de 250 bicicletas compartilhadas rodando diariamente, a depender de quantos terminais sejam instalados. O sistema de bicicletas públicas também irá aprimorar as ciclovias e ciclofaixas já existentes, e criar ciclorrotas e rotas seguras nas vias com grande fluxo de ciclistas.
“Aracaju vive hoje a realidade de muitas cidades brasileiras, em que o fenômeno bicicleta faz parte do dia-a-dia. O conceito de intermodalidade, a possibilidade de transferência entre modais individuais e alternativos, melhoram o deslocamento da pessoa e integração da cidade, isso, integrado com o plano de mobilidade da cidade cria um benefício fenomenal. O impacto e a viabilização da bicicleta como meio de transporte mudaria com certeza o conceito de mobilidade urbana da cidade”, conclui.
Todo o sistema da Samba é virtual e automatizado, funcionando em tempo real e em cinco diferentes eixos de atendimento na Central de Operações. São eles: bikes especiais, autoatendimento (celulares e aplicativos), cartão de transporte, ambiente e-commerce e estações de compartilhamento de bikes.
Para o representante da ONG Associação Ciclo Urbano, Luciano Aranha, com a implantação do projeto Samba, os aracajuanos só têm a ganhar. “O projeto acaba melhorando a cidade de uma forma geral, não somente para os ciclistas ou motoristas de carros e pedestres. Há uma humanização maior da cidade e isso é comprovado quando as pessoas utilizam a bicicleta. Então, ele só vem para fortalecer isso”, diz.
“Hoje, a palavra chave é mobilidade sustentável. A bicicleta traz saúde, mobilidade e convivência entre as pessoas. A cidade hoje tem uma estrutura que permite a vinda de um projeto como esse. Vejo como algo prático e viável, e espero que as empresas que participaram dessa reunião acreditem no projeto e o patrocine”, conclui o diretor de Planejamento e Sistemas, Francisco Navarro.

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