quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mendonça quer aprimorar a produção industrial nacional e dar melhores oportunidades aos trabalhadores

O deputado Mendonça Prado (Democratas/SE) apresentou discurso no plenário da Câmara Federal, com o intuito de destacar a problemática vivida no Brasil, no que se refere à produção industrial nacional. “Precisamos de ação efetivas para ampliar a indústria nacional, qualificar os profissionais para atuarem nesse setor e estabelecer políticas públicas mais eficazes para impedir o acesso de produtos contrabandeados que geram a concorrência desleal”, afirmou.

Atualmente, a indústria nacional é responsável por mais de 25% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), produzindo automóveis, aço e petroquímicos para computadores, aeronaves e bens de consumo duráveis. Apesar disso e estando o Brasil entre os 10 países mais ricos do mundo, nossa indústria ocupa apenas o 15º lugar em escala global nesse segmento, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC) revelam que o número de profissionais brasileiros atuando diretamente em atividades inovadoras é muito pequeno dentro do setor específico de equipamentos de comunicação.

Historicamente, nos dois governos Getúlio Vargas, a indústria nacional ganhou um grande impulso, com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Petrobrás. No governo JK, a economia brasileira se abriu para os investimentos estrangeiros e para o desenvolvimento da indústria automobilística no país. Já no período militar, o crescimento do PIB brasileiro era de 10% ao ano, e a indústria continuava a se desenvolver, embora com pontos de estagnação devido às grandes crises econômicas mundiais. A redemocratização, a participação do Brasil nos blocos econômicos internacionais como o Mercosul, bem como a abertura de novos mercados projetaram as indústrias brasileiras para o exterior, exigindo do setor maior modernização para atender à concorrência internacional.

Mendonça Prado explica que, apesar de tudo, o crescimento da indústria nacional foi se esvaindo por falta de políticas públicas eficazes para este importante setor da economia. Em 2006, por exemplo, o crescimento foi de apenas 2,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Mesmo com grande importância para a geração de riquezas, esse setor da economia vem sofrendo com a falta de investimentos governamentais, quantidade excessiva de impostos, taxas e contribuições que inibem a ampliação do parque industrial nacional. O percentual de tributos com caráter cumulativo passou de 7,7% do total de tributos, em 2011, para 4%, em 2017, e precisa ser zerado em 2022. É necessária a redução da carga de tributos para desonerar os investimentos e as exportações”, enfatizou Mendonça Prado.

Nos primeiros meses de 2013, os dados de crescimento da indústria são alarmantes. Segundo o IBGE, a média de crescimento da indústria foi de 0,1% em abril comparado com o mês anterior. Em janeiro, o crescimento foi de apenas 0,5%, fevereiro, 0,1%, e março, 0,3%. Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis retrocederam a taxa foi de -0,6%, e os bens de consumo duráveis, -0,5%.

Por fim, o parlamentar destacou a importância de se investir na educação e no trabalho brasileiro. “Falta ao governo o interesse em construir escolas técnicas para qualificar os trabalhadores e oportunizar aos jovens as condições para que sejam absorvidos pelo setor industrial. É imprescindível estimular a parceria entre instituições de ensino e as empresas, a fim de aumentar as contratações dos novos profissionais qualificados. Já se fala em ‘apagão de mão de obra’ para descrever o atual momento do mercado de trabalho brasileiro. A ausência de mão de obra qualificada tem sido também um dos obstáculos para desenvolvimento da indústria”



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