quinta-feira, 25 de julho de 2013

Indicadores atestam expressivo desenvolvimento socioeconômico de Sergipe nos últimos 10 anos

O PIB cresceu 4,9%, em média. A produção de milho, chegou as 750,7 mil toneladas em um ano. A de leite, beirou os 316 milhões de litros. Os efetivos de ovino e de caprino cresceram 52%. Nas exportações, recorde histórico: US$ 149 milhões em mercadorias vendidas. Entre embarques e desembarques, já se vê mais de 1 milhão de passageiros em apenas 12 meses.

Esses são alguns dos indicadores que atestam o expressivo desenvolvimento socioeconômico alcançado pelo estado de Sergipe nos últimos 10 anos. No acumulado de 2002/2010, a taxa de crescimento da economia sergipana foi de 44,4%, com o PIB estadual passando de R$ 9.454 milhões em 2002 para R$ 23.932 milhões em 2010. Na taxa média anual de crescimento, Sergipe (4,9%) superou os indicadores da região Nordeste (4,8%), que por sua vez foram maiores que a média do País (4,1%).

Tudo isso está presente no documento 'Indicadores de Desenvolvimento Sergipano', elaborado peloObservatório de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), com o intuito de sistematizar, interpretar e demonstrar, em um só documento, um conjunto representativo de indicadores de diversas áreas que expressa as principais conquistas da sociedade sergipana na última década.

Um deles é o índice Firjan, que mede o nível de desenvolvimento de estados e municípios brasileiros. Ele sintetiza três importantes áreas do desenvolvimento socioeconômico: emprego e renda, educação e saúde. Numa escala de 0 a 1, Sergipe obteve o índice de 0,6920 em 2010, se enquadrando como desenvolvimento moderado, estágio anterior ao desenvolvimento máximo.

Para o assessor econômico do Governo do Estado e mestre em Economia, Ricardo Lacerda, Sergipe passou a crescer mais rápido que o País ao se colocar de forma estratégica no momento em que um conjunto de políticas econômicas e sociais passou a favorecer a Região Nordeste. “Sergipe buscou ter uma política bastante agressiva de atração de investimentos”, diz.

Agricultura e pecuária

O homem do campo também fez sua parte. Com a cultura do milho, através de programas de distribuição de sementes transgênicas e cessão de maquinário para apoio ao produtor, Sergipe passou a ocupar posição de destaque na produção nacional, alcançando a marca de 750,7 mil toneladas em 2010, o melhor ano da lavoura. No ano seguinte, mesmo prejudicado pela escassez de chuva, produziu 480,4 mil toneladas.

“Sergipe não descuidou da agricultura familiar, onde teve programas exitosos, sobretudo de apoio à produção de leite. Também tivemos a expansão fenomenal do milho e tudo isso foi importante para injetar renda no interior, inclusive para melhorar a situação da agricultura familiar, que sofreu um baque com a seca, mas vai começar a se reestruturar com a chegada das chuvas e as políticas de distribuição de sementes e de crédito”, acrescenta Lacerda.

A pecuária, com maior concentração no Alto Sertão sergipano, quase triplicou nos últimos 10 anos. Em 2011, a produção estadual de leite chegou aos 315,9 milhões de litros, a quinta maior da região, superando estados como Rio Grande do Norte e Paraíba, que historicamente tinham uma produção de leite superior à sergipana.

De 2001 para cá, a quantidade de gado leiteiro no estado cresceu 73,3%, chegando a 226,9 mil cabeças. O efetivo bovino aumentou 36,0% entre 2001 e 2011. Neste ano, o rebanho do estado ultrapassou a marca de 1,17 milhão de cabeças. Os efetivos de ovino e de caprino, cresceram em média 52%. Na avicultura a taxa decrescimento foi de 81,1%.

Também na agropecuária Sergipe coleciona resultados expressivos. A produção de ovos de galinha, por exemplo, aumentou 155% entre 2001 e 2011, chegando à marca de 27,7 milhões de dúzias de ovos. Nesse mesmo período, a produção de mel de abelha cresceu 269%, chegando aos atuais 115 mil quilogramas de mel produzidos em Sergipe.

Indústria

A evolução da indústria sergipana é comprovada pelo crescimento de 59% no consumo de energia elétrica no setor entre 2001 e 2011 - a energia consiste num dos principais insumos para produção industrial.

O volume de exportações das empresas do Estado também cresceu significativamente, sobretudo a partir de 2007. O valor das exportações entre 2007 e 2012 foi superior a US$ 682 milhões, contra US$290 milhões entre 2001 e 2006. Em 2012, foram US$ 149 milhões em mercadorias vendidas, valor sete vezes superior ao registrado em 2001. Os sucos de laranja, calçados e açúcares são alguns dos destaques.

“Só em 2013 tivemos o anúncio da ampliação de duas fábricas de cimento, a Votorantim e a Nassau; o anúncio de uma nova fábrica do Grupo Brennand Cimentos, o anúncio de uma indústria de vidros dogrupo Saint-Gobain, além da nova indústria do grupo Yazaki, em Nossa Senhora do Socorro, e da unidade da AlmavivA, em Aracaju. Ou seja, são investimentos expressivos que vieram pensando não apenas no mercado sergipano, mas também no mercado nacional e culminou agora com o anúncio da Amsia Motors”, destaca Ricardo Lacerda.

Turismo

Indicador básico do desenvolvimento do turismo, o número de passageiros embarcados e desembarcados no estado, passou de 246,2 mil em 2001 para 1.080,1 mil em 2011, numa média de crescimento de 28,2% ao ano. Ainda em 2011, um total de 10.350 mil aeronaves aterrissaram no aeroporto Internacional Santa Maria, enquanto em 2001 este número foi de 4.627.

Neste mesmo ano, a ficha Nacional de Registro de Hóspedes contabilizou um total de 227,5 mil pessoas que se hospedaram nos hotéis do estado - um incremento de 92.864 em relação a 2001.


Hádam Torres, da ASN 



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