sexta-feira, 12 de julho de 2013

Heleno vai diminuir número de secretarias em Canindé

Prefeito diz que maioria dos prefeitos sergipanos terá dificuldade para pagar servidores

Por MAX AUGUSTO

O prefeito do município de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB) informou que irá promover uma reforma administrativa, diminuindo o número de secretarias na cidade. Em conversa com o JORNAL DA CIDADE BLOG DO MAX ele confirmou que solicitou um estudo às secretarias de Administração e Finanças, e nos próximos quinze dias deve anunciar a diminuição de pastas e do número de cargos comissionados. Heleno disse ainda que a maioria dos prefeitos sergipanos terá dificuldade em pagar os salários dos servidores municipais.

A expectativa é que o número passe de onze para oito secretarias. Heleno considerou os seis primeiros meses da sua gestão uma experiência única e assustadora, devido aos vários desafios que encontrou. Segundo ele a máquina administrativa chegou a um limite e está estourada. “Detectamos que existe a necessidade de dar um ajuste administrativo, dentro da nova realidade do país e do município”, explicou o prefeito.

Segundo ele, Canindé possui uma renda diferenciada dos demais municípios do interior de Sergipe, graças à arrecadação de ICMS gerada pela usina de Xingó, mas ainda assim o município está sofrendo as consequências da queda de repasses do governo federal, obrigando o gestor a diminuir os gastos com pessoal. “É como a presidente Dilma disse no encontro com os prefeitos, em administração pública na existe milagre, por isso precisamos tomar essa decisão”, falou Heleno.

Repasses
Acompanhando a situação de outros colegas prefeitos, Heleno Silva explicou que houve uma queda de 40% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e avaliou que a maioria dos municípios sergipanos terá dificuldades em honrar suas folhas de pagamento.

“Os prefeitos vão ter que diminuir os gastos com a máquina administrativa, a realidade é critica. A crise é real e vai perdurar por pelo menos quatro anos, então o prefeito não for gestor vai ter dificuldade. Se for partir para a política, o gestor vai viver todo embaralhado. A arrecadação é essa, o momento é esse, não há expectativa de crescimento, o cenário que não é promissor”, concluiu Heleno, dizendo ainda que os atuais prefeitos estão encarando a pior fase dos últimos 15 anos – já que as cidades estão recebendo a mesma quantidade de recursos que em 2008.

Depois de comparecer ao encontro da presidente Dilma Roussef (PT) com os prefeitos, em Brasília, o gestor reclamou que o governo federal fica com 70% dos impostos e que os repasses aos municípios caem cada vez mais.


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