sexta-feira, 26 de julho de 2013

Deputado diz que prefeitura deve agilizar obras de contenção na 13 de julho


O deputado federal Márcio Macêdo (PT) defendeu, em entrevista ao JORNAL DA CIDADE, que a prefeitura de Aracaju deve agilizar a realização da obra de contenção do avanço das águas na avenida Beira-Mar, para liberar o mais breve possível o tráfego na área e reduzir os transtornos ocasionados pela interdição. A Justiça deu um prazo de 30 dias para que a administração municipal inicie intervenções emergenciais na localidade.


“A Justiça tomou uma decisão de acordo com a tese que eu estava defendendo: de que se precisava de obra emergencial, que se tomasse a medida nesse sentido, mas não a obra que o prefeito queria fazer, de aterramento de 40 metros do rio, construindo vários espigões. Esta obra não foi autorizada”, afirmou o parlamentar, que é biólogo, foi secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos e também já exerceu a titularidade da Superintendência do Ibama em Sergipe.  



Márcio Macêdo frisou que a Prefeitura dispõe da Defesa Civil municipal e tem as condições técnicas para assumir a responsabilidade pelas obras emergenciais e assim deve proceder, com brevidade. “Obras emergenciais são de responsabilidade exclusiva da prefeitura. Já em relação à grande obra que o prefeito desejava realizar na área, a Administração Municipal do Meio Ambiente (Adema) já disse que não é possível. O projeto que a prefeitura apresentou à Adema foi reprovado. Para ser novamente analisado, o município deve fazer um novo projeto com os Estudos e os Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA)”, reforçou.



Desde o início do debate em torno da realização da obra na avenida Beira-Mar, o deputado alertou para a necessidade de um estudo aprofundado. Ainda em maio, quando a via foi interditada, Márcio disse que, se houvesse comprovação dos riscos de desabamento da avenida, o prefeito deveria realizar obras emergenciais de contenção, como a Justiça determinou na decisão mais recente.



Na visão do parlamentar, a intervenção que João desejava realizar na área era muito agressiva. “A alternativa aos riscos que a prefeitura tanto propagou é o aterro de 40 metros e seis espigões dentro do rio? Ou pode ser feita uma obra mais sustentável, mais moderna, que proteja o meio ambiente e que estabeleça interação entre a sociedade e o rio. Não podemos permitir que Aracaju deixe de conviver com aquela bela paisagem, com o espetáculo do encontro do rio com o mar”, disse.



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