quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ato Público chama a atenção para as crianças e adolescentes em situação de rua

Crianças e adolescentes protagonizaram caminhada que encerrou o Ato Público da Campanha "Criança não é de rua!", na tarde de ontem, 23. A atividade, realizada em diversas capitais brasileiras, marca o Dia Nacional de Enfrentamento à Situação de Rua de Crianças e Adolescentes. Em Sergipe, é a sétima edição da campanha, desta vez articulada pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelo Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. O mandato democrático e popular da deputada Ana Lúcia esteve presente na atividade.

O Ato Público foi realizado com o objetivo de dar visibilidade à problemática da situação de rua em que se encontram meninos e meninas no Brasil e aconteceu exatamente 20 anos depois da Chacina da Candelária, triste episódio da história do país em que policiais abriram fogo contra cerca de 70 meninos e meninas em situação de rua, assassinando dois adolescentes e seis jovens.

Para a deputada Ana Lúcia, a questão da situação de rua reflete a insuficiência de políticas públicas estruturantes que possam atuar no sentido de prevenir este tipo de situação. “Se estas crianças e adolescentes estão hoje na rua, seja vivendo, seja trabalhando, é porque diversas ações preventivas falharam ou sequer existiram em suas vidas”, avaliou.

A parlamentar acredita que o problema começa a ser solucionado com “intensificação de ações que combatam de maneira profunda as desigualdades sociais, aliadas a políticas estruturantes que garantam outros direitos fundamentais a este grupo que está tão à margem da sociedade”.

A programação do evento teve início com uma mesa redonda, realizada na “Estação Cidadania”. O debate contou com a presença de diversos representantes do poder público e da sociedade civil organizada, a exemplo da Coordenadora do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Natália Daltro, e do Coordenador do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Danival Falcão.

Protagonismo
Paralelamente à programação voltada para os adultos, foi realizada a concentração e preparação para o ato público na praça Olímpio Campos, voltada para crianças e adolescentes. Lídia Anjos, articuladora do Movimento Nacional de Direitos Humanos em Sergipe, coordenou a abertura do evento e refletiu junto com meninos e meninas inseridos em projetos sociais de organizações não governamentais presentes sobre o conceito de “situação de rua”.

As crianças e os adolescentes participaram ainda de oficinas lúdicas e educativas, como contação de histórias, Oficina do Coração e Stencil, momento em que puderam não apenas aprofundar a reflexão acerca do tema, como também expressar suas opiniões acerca do mesmo. Por meio da técnica de stencil, os meninos e meninas produziram faixas, bandeiras e cartazes informativos que apresentaram a sua visão sobre a problemática da situação de rua.
 
Segurando os cartazes, faixas e bandeiras produzidos nas oficinas, os meninos e meninas, juntamente com educadores, representantes do poder público e militantes da causa da infância, percorreram o calçadão da João Pessoa, no Centro de Aracaju, distribuindo folders informativos a fim de sensibilizar a população acerca do grave problema social que é a situação de rua, sobretudo para as crianças e adolescentes. A caminhada encerrou a programação do Ato Público da Campanha “Criança não é de rua!”.

Campanha
Com o intuito de incidir sobre esta realidade para transformá-la, entidades da sociedade civil e do poder público criaram a Campanha Nacional de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes – Criança Não é de Rua. A proposta busca alternativas ao problema a curto e longo prazo por meio de medidas como o incentivo ao diálogo sobre a importância da aproximação dos educadores sociais na rua; a convivência familiar e comunitária; o fortalecimento das instituições de acolhimento governamentais e não governamentais; e o monitoramento das políticas públicas voltadas para o problema.



Leia também:











 

Nenhum comentário:

Postar um comentário