quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vereadores aprovam redução na tarifa do transporte coletivo

Por 17 votos a favor e 5 contra a Câmara Municipal de Aracaju (CMA) aprovou nesta terça-feira, 25/6, o Projeto de Lei 138/2013 do Executivo Municipal, alterando o art.1º da Lei 4.381, de 10 de maio de 2013, revogando a majoração da tarifa do transporte público coletivo, de R$ 2,45 para R$ 2,35 ou seja a redução do percentual de 8,88% para 4,62%.

O Legislativo de Aracaju aprovou no dia 7/5, por 14 votos a  favor e 7 contra e uma abstenção, o Projeto de Lei 102/2013, de autoria do Executivo, que aumentou a tarifa de ônibus da capital para R$ 2,43, o que correspondia a um reajuste de 7,98%. Uma emenda aprovada em plenário por 13 votos a favor, 8 contra e uma abstenção sugeriu reajuste de 8,88%, o que elevou a tarifa para R$ 2,45. 
A vereadora Emília Corrêa (DEM) deu sua posição sobre o tema. “Entendo que no primeiro momento do reajuste da passagem o que existiu foi uma adequação do valor e agora o que estamos debatendo e votando é uma redução dessa mesma passagem”, explicou a parlamentar. 
O vereador Iran Barbosa (PT) justificou seu voto contrário ao projeto. “Estamos aqui mais uma vez sendo chamados a opinar sobre um tema que esta Casa já discutiu anteriormente. Agora estamos com uma nova configuração do mesmo tema e todos eles com produção de equívocos. Não estamos discutindo redução da tarifa, mas a majoração com  um índice inferior ao que foi aprovado anteriormente. As planilhas mostram que há equívocos e que precisam ser estudados, para não correr o risco de votar naquilo que não acredito, afinal estamos aqui como representantes legítimos do povo. Então sugiro a revogação do reajuste anterior e com uma planilha melhor elaborada possamos assim aprovar uma majoração de um preço que seja  justo  para toda população. Portanto vou votar contra qualquer majoração  nesse momento por entender que  não temos um transporte público de qualidade”, justificou o vereador.
Emerson Ferreira (PT) também deu sua opinião. “Nós temos um transporte público precário e um dos mais caros das capitais nordestinas. Licitação parece palavra proibida de se pronunciar e que escuto há mais de dez anos. Afinal qual é o interesse que está em jogo?”, questionou o vereador. “Por uma questão de coerência se formos contrários com os valores apresentados na planilha anterior devemos manter nossa postura que nos está sendo apresentada nesse momento. Portanto sou contrário a essa majoração por entender que não há um efetivo interesse da população”, continuou Emerson.
Lucas Aribé (PSB) também justificou seu voto contrário. “É preciso olhar para fora dessa Câmara e ver que as pessoas continuam utilizando um transporte público de péssima qualidade e com uma passagem muito cara. Quero dizer que mais uma vez vou votar contra como fiz na votação que reajustou a tarifa para 2,45. Tenho o entendimento de que essa majoração não é digna para a população. Na verdade essa tarifa não deveria ser aumentada em nenhum centavo”, disse Lucas.
A vereadora Lucimara Passos (PCdoB) justifica seu voto. “É importante deixar claro para a população de Aracaju que na verdade não se está reduzindo a tarifa e sim diminuindo o valor do aumento. O que o povo está pedindo nas ruas é a revogação desse aumento. O povo não é besta não, exemplo disso são as manifestações nas ruas nas quais o povo está mandando recados pra todos nós. É importante dizer que é preciso que o povo enxergue o que é real e não posturas mascaradas que não beneficiam a população como tenho visto em discursos nesta Casa”, falou.
O vereador Agamenon Sobral (PP) questionou as posições dos vereadores que fazem a bancada de oposição da CMA. “Não entendo como a oposição desta Casa está votando contra a redução da passagem de ônibus. O prefeito João Alves manda uma mensagem reduzindo a passagem e a oposição está votando contra”, disse o vereador.

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Um comentário:

  1. Solução racional para o transporte coletivo
    Transporte coletivo vem sendo um dos problemas mais sentidos pela população do Brasil e origem de reações violentas, perturbadoras da ordem pública. A tarifa zero é perfeitamente justificável para quem necessita deste recurso para usufruir o direito constitucional de liberdade de locomoção. Torna-se, entretanto, muito injusta se usufruída por quem dela não necessita. Praticar o transporte gratuito através de empresas estatais tem sido um erro que não precisa ser novamente testado para se confirmar. Transporte é uma prestação de serviço e não um negócio para gerar lucro ou ser custeado por impostos gerais, pois estes são socialmente injustos. Partindo desta concepção, elaboramos uma alternativa para solução racional deste problema e sugerimos o acesso ao blog http://nossobrasilja.blogspot.com.br/ no qual está apresentada e disponível para ser implantada.


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