sexta-feira, 21 de junho de 2013

Número de pessoas não alfabetizadas diminui em Sergipe

Para erradicar o analfabetismo no Estado, o Governo de Sergipe, através da Seed, realiza o Programa Sergipe Alfabetizado, que tem se destacado nacionalmente na meta a que se propõe. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE) revelaram que o número de pessoas não alfabetizadas tem diminuído continuamente no estado.

Entre as pessoas de cinco anos ou mais de idade, apenas 17,4 foram consideradas não alfabetizadas em 2011 contra 23% apontado pela pesquisa no ano de 2001. Para se ter uma ideia, na faixa etária de 10 a 14 anos de idade a taxa caiu de 7,4% para 5,4%, entre 2001 e 2011. Na faixa dos 15 aos 19 anos, a queda foi mais significativa, chegando a quase 60%. Em 2011, a taxa de analfabetos dessa faixa etária era de 6,1%, caindo para 2,6%. Já no tocante à população a partir dos  20 anos de idade, o percentual era de 24,4% e chegou a 17,7 em 2011.

O Programa Sergipe Alfabetizado contribuiu para mudar essa realidade em Sergipe. Desde o ano de 2007 até os dias atuais já foram atendidas 191.200 pessoas em todo o estado. Cada módulo de estudo tem a duração de oito meses, e após a conclusão, o alfabetizando é encaminhado para a Educação de Jovem e Adulto do Ensino Fundamental (Ejaef). No período de 2007 a 2011 foram investidos no Programa R$ 14.171.807,50. Os recursos foram provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A professora Kelly Valença, diretora estadual do Programa Sergipe Alfabetizado, informou que já está sendo implementado o novo módulo do programa 2012/13. "Temos a perspectiva de formação dos alfabetizadores-voluntários e coordenadores-voluntários a partir de 1º de julho, totalizando 2.100 pessoas para atender a 30 mil alfabetizandos em todo o estado. Quero ressaltar que esses alfabetizandos são jovens, adultos e idosos sem garantia de escolaridade", explicou Kelly.

A diretora estadual relatou ainda que o sucesso do Sergipe Alfabetizado é atribuído também às parcerias firmadas. "Fazemos parcerias com secretarias municipais de Educação, associações da sociedade civil organizada, igrejas, comunidades quilombolas, casas de matrizes africanas, Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e sistema prisional. Nosso objetivo é atender a um número cada vez maior de pessoas com o intuito de alfabetizá-las e inseri-las no mundo letrado", declarou a professora Kelly Valença.

Metodologia

O Programa Sergipe Alfabetizado tem como base a perspectiva do método Paulo Freire, que consiste em valorizar as experiências de vida do indivíduo, evidenciando os seus saberes e contexto social em que ele está inserido. Os alfabetizadores e coordenadores que trabalham no programa são selecionados por meio de uma chamada pública, devendo preencher os requisitos constantes do edital com base na Resolução 44.05/09/2012 do Ministério da Educação.

A diretora estadual do Programa Sergipe Alfabetizado, professora Kelly Valença, relatou que os alfabetizadores e coordenadores selecionados são preparados em uma formação inicial de 40 horas/aula que acontece em Aracaju, sendo o deslocamento garantido pelo Governo do Estado. "No decorrer dos oito meses de operacionalização do módulo, os alfabetizandos têm também uma formação continuada ministrada por uma agência formadora", disse Kelly.

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