quarta-feira, 12 de junho de 2013

“Acho impossível a aliança com o DEM”, diz Ana Lúcia

Ana Lúcia diz ainda que negociações entre governo e professores estão avançando
  
Por MAX AUGUSTO
 
Em entrevista ao JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX a deputada estadual Ana Lúcia (PT) se juntou ao grupo dos petistas que querem distância de uma aliança política com o Democratas (DEM), partido do prefeito João Alves Filho (DEM). “Acho impossível a aliança com DEM, temos deliberações contrárias a isso em todas as instancias do partido, no diretórios nacional e estadual”, disse Ana Lúcia.


Segundo a deputada, já está definido que não pode haver coligação com o DEM, PSDB e PPS, e ela espera que isso não aconteça. Ana prega uma aliança ideológica e afirma que não há o mínimo de identidade entre o PT e o DEM.



“O PT é um partido de esquerda e o DEM é um partido orgânico da direita brasileira. Com todas as contradições, são partidos ideológicos, tanto que são os partidos que mais possuem embates nacionalmente. Acho difícil isso acontecer e a maioria do partido tem essa visão”, concluiu.


Ana Lúcia diz que negociações entre governo e professores estão avançando


Na mesma conversa com o JORNAL DA CIDADE a deputada Ana Lúcia (PT) também afirmou que há avanços nas negociações entre o governo e os professores da rede estadual, que permanecem em greve. Para ela, a maior evolução foi a disposição do governo em aceitar reestruturar o Plano de Carreira, que segundo ela, foi desmontado. “O maior problema hoje é o plano de Carreira, e a sua reestruturação vai acabar com as distorções”, lembrou Ana.

A deputada também destacou as duas alternativas apresentadas pelo Sintese para driblar a questão do limite prudencial, apresentada pelo estado como o maior impedimento ao reajuste salarial. A primeira delas é que o estado considere como dívidas os saques que foram efetuados pelos ex-governadores Albano Franco e João Alves Filho (DEM) no antigo Fundo de Previdência dos servidores.

Tendo essa reposição ao fundo previdenciário como um pagamento de dívida, esse valor não entraria na contabilidade como gastos com pessoal, deixando o estado tranquilo em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O governador Albano Franco não repassou parte dos recursos ao antigo Fundo de Previdência, voltando a  pagar após ação judicial. Essa reposição do Fundo tem que ser avaliada como dívida, já que o tesouro está complementando o fundo, pagando essa dívida. Se o governo acatar isso, iremos do limite prudencial, 49%, para cerca de 42%. Isso foi colocado na presença do procurador-chefe e o governo se comprometeu em avaliar, mas ninguém contestou a proposta, e o secretário Oliveira Júnior achou interessante”, explicou Ana.

A outra proposta apresentada pelo Sintese é que o estado pare de pagar a aposentadoria dos servidores de outros poderes e órgãos – Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas e Ministério Público. “Isso é inconstitucional. Desde a Constituição de 88, todos esses órgãos e poderes possuem orçamento próprio e devem arcar com suas aposentadorias. Se fizerem assim, o limite prudencial cai para menos de 40%”, concluiu a parlamentar petista.

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