terça-feira, 28 de maio de 2013

Trabalhadores pedem apoio aos vereadores para a legalização dos taxis clandestinos

Representantes da Cooperativa de Transportes de Passageiros dos Bairros Santa Maria e Coroa do Meio estiveram na tarde desta terça-feira, 28/5 na Câmara de Vereadores de Aracaju para pedir o apoio dos parlamentares na legalização dos taxis clandestinos.  O assunto gera polêmica por envolver duas categorias que estão em clima de tensão, os taxistas de Aracaju e os motoristas de carros particulares que fazem transporte coletivo clandestino.



A Cooperativa do Santa Maria existe há 13 anos e possui 58 carros lotação, num bairro que os vereadores admitem sofrer com o precário sistema de transporte público. “Há uma demanda reprimida no local”, afirma o presidente da Cooperativa, Djenal Alves dos Santos ao acrescentar que os trabalhadores que hoje atuam nesse segmento têm total interesse em regularizar a situação.

“Queremos trabalhar com tranqüilidade e legalizados”, enfatiza o diretor da Cooperativa da Coroa do Meio. A entidade é composta hoje por 81 carros que prestam serviço aos moradores da Coroa do Meio, dos conjuntos Augusto Franco, Inácio Barbosa e Santa Tereza

O assunto também divide a opinião dos vereadores, até porque existe uma Lei em vigência aprovada pela própria CMA que proíbe a liberação de novas concessões de taxi na capital. De acordo com o parlamentar, Jailton Santana (PSC) se por um lado há a ilegalidade, por outro há a vontade da população na regularização do transporte clandestino.

“Isso ocorre porque os moradores do Santa Maria, por exemplo não conta com um sistema de transporte eficiente e de qualidade. Taxistas particulares muitas vezes rejeitam fazer corrida para esta localidade. Isto é uma realidade”, ressalta Jailton Santana. Ele lembra que já existe uma Lei aprovada pela Câmara que proíbe a concessão de novos pontos de taxi. ‘ Para que esta Lei seja derrubada é preciso uma nova, a qual deve ser enviada à Câmara pelo Executivo”, explica o parlamentar.

Ampliar a discussão e o debate sobre o assunto é uma possibilidade defendida por quase todos os vereadores. Entre eles, Emmanuel Nascimento (PT) que também defende a criação de novos pontos de taxi para atender a população aracajuana, especialmente ao Bairro Santa Maria. O vereador Valdir Santos (PT do B) também foi enfático ao afirmar que a população não pode continuar sofrendo por causa de um transporte deficitário. “É preciso buscar uma solução e o diálogo é o melhor caminho”, disse ele. Anderson de Tuca (PRTB) não só defende uma ampla discussão como deixa claro que os trabalhadores não querem ficar na clandestinidade. “Eles lutam pela legalização e estão aqui para pedir o apoio de todos nós”, disse.

Para o parlamentar, Agamenon Sobral (PP), a luta dos motoristas de carros particulares que fazem transporte coletivo clandestino é inglória. “As empresas de ônibus não querem a legalização e os taxistas também não. Porém, esses trabalhadores têm o apoio da população que precisa desse serviço”, disse o vereador.

 Max Prejuízo (PSB) voltou a defender que a saída para melhorar o atual sistema de transporte coletivo passa pela licitação e destacou a necessidade da população que sofre com o atual serviço de transporte coletivo. Para Lucimara Passos é fundamental que os vereadores se posicionem sobre o assunto por se tratar de um tema que envolve boa parte da população.  “O Executivo também não pode ficar omisso. Lembro o que ocorreu com a Coopertalse que durante muitos anos também enfrentou sérios obstáculos até conseguir a legalidade e hoje funciona a contento prestando serviço a população”, afirma Lucimara.

 Já Adriano Taxista (PSDB) se posiciona totalmente contra a possível legalidade dos carros clandestinos. “Temos hoje 2.080 taxis em circulação na capital, uma frota que já está acima da média. Além dessa categoria, também existem os defensores. Está difícil legalizar e não se pode legalizar. “Quem estiver prometendo essa regularidade está vendendo ilusão”, afirma o parlamentar.

Já o vereador Dr. Emerson (PT) afirmou que a disputa entre os trabalhadores taxistas e o que tentam inclusão na condição de taxistas de lotação ou especiais para o Bairro Santa Maria, constitui uma briga entre iguais. “Uma luta é de trabalhadores e que interesse. O que impede a solução deste problema é o mesmo que impede que aconteça a licitação de transporte público, a existência de um Código de Mobilidade e a prestação do serviço com qualidade”, afirma Emerson.

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