quinta-feira, 9 de maio de 2013

Presidente do PTB, Edvan Amorim, não responde ao SINDIJOR sobre “jornalistas vendidos”


Com vistas a esclarecer a questão e tomar as devidas providências, o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor) enviou ofício ao presidente do PTB, Edvan Amorim, solicitando a relação dos jornalistas e veículos de comunicação de Sergipe que são vendidos (segundo sua afirmativa), pois Edvan Amorim foi enfático nessa questão e o sindicato tinha a expectativa de que tal lista existisse para que afirmação tão grave fosse feita em um programa de rádio de significativa audiência.



“Para nossa surpresa o ofício, enviado dia 26 de abril não foi respondido até hoje. A falta de uma resposta oficial do presidente do PTB demonstra que sua fala na entrevista teve o intuito de difamar a conduta profissional dos jornalistas sergipanos. O mais grave foi isso ter sido feito em um programa de rádio, que é uma concessão pública. O Sindicato dos Jornalistas repudia a ação do senhor Edvan Amorim. As acusações infundadas tiveram o intuito de ofender toda a classe profissional dos jornalistas que cumpre o seu papel social de apresentar os fatos e fazer denúncias sobre os problemas que acontecem em nosso Estado", aponta a presidenta do Sindijor, Caroline Santos.

Em entrevista concedida no mês de abril, no programa jornalístico matinal da Ilha FM (rádio que pertence à sua família), o empresário e atualmente presidente estadual do Partido Trabalhista Brasileiro fez comentários que deixaram a imprensa sergipana incomodada. Durante a entrevista Edvan disse de forma clara e direta que “metade da mídia sergipana está vendida (...) essas matérias de política vistas nos dois jornais são altamente financiadas com o dinheiro público (...)”.

O objetivo do sindicato ao solicitar a publicização dos nomes foi tomar as necessárias providências junto ao Conselho de Ética do Sindijor e também encaminhar denúncia a Federação Nacional dos Jornalistas, para que os jornalistas listados fossem chamados a explicar o procedimento de "se vender" a este ou aquele político ou agrupamento político para produzir matérias que, segundo Amorim, eram encomendadas. 

Como o sindicato já afirmou em nota pública, por ocasião das agressões verbais sofridas por um jornalista, é grave constatar que políticos e empresários se acham no direito de agredir os profissionais da imprensa sergipana, que no exercício legítimo da sua atividade profissional, possa desagradar este ou aquele político (e seu agrupamento) ou empresário. 

“Vivemos em um Estado Democrático de Direito e por isso é lamentável constatar que algumas pessoas ainda pensem que estão na época da Ditadura Militar e se utilizem de uma concessão pública para agredir toda uma categoria profissional”, lamentou a presidente

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