quinta-feira, 16 de maio de 2013

Aracaju registra queda de 95,60% no número de casos de dengue

O trabalho intensivo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Programa Municipal de Controle da Dengue, garantiu que não ocorressem 95,60% dos casos de dengue esperados para o período de janeiro a abril deste ano. A coordenadora do programa, Taíse Cavalcante, disse que em números absolutos eram esperados 5.370 casos, mas foram notificados apenas 236. Esse número de mais de cinco mil casos esperados ocorre porque o Ministério da Saúde (MS) calcula que 2% da população tenha dengue durante o ano.


Essa previsão existe por parte do MS para que todos os municípios brasileiros se programem para o desenvolvimento de ações nos períodos de maior ocorrência da doença. No caso de Aracaju, 80% dos casos de dengue que poderiam acontecer ficam no primeiro semestre do ano.

Essa semana, a SMS divulgou o terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2013, realizado entre os dias 29 de abril a 3 de maio deste ano. Este LIRAa era esperado como um dos mais altos índices do ano, devido ao período de chuvas que favorece locais de desenvolvimento do mosquito no meio ambiente, principalmente em quintais das casas, como os que foram encontrados no levantamento: churrasqueiras, freezers, latas de tinta, pneus, bacias, baldes, tampas de baldes.
Na comparação com os últimos cinco anos, ao analisar os dados coletados, a coordenadora do programa disse que o índice de infestação deste ano foi igual ao de 2012 - 1,5 - considerado médio risco para o aparecimento de surto ou epidemia de dengue. "Isso mostra o trabalho sério e continuado da Prefeitura de Aracaju no controle do problema, pois em 2012 o período estava seco, as chuvas começaram em junho e este ano o Lira foi realizado já com chuvas e o resultado foi igual ao ano passado", mostrou Taíse Cavalcante.

Colaboração da comunidade

Dos 41 bairros pesquisados em Aracaju, nove foram classificados em baixo risco e 32 bairros em médio risco nenhum foi classificado com risco para surto ou epidemia. Apesar dos números satisfatórios, Taíse Cavalcante ressalta que a comunidade tem que continuar colaborando, principalmente, nessa época, que é favorável ao desenvolvimento do mosquito.

"O criadouro mais recorrente em Aracaju continua sendo os depósitos de água ao nível do solo, como exemplo específico, as lavanderias que são utilizadas para armazenar água, tendo o percentual de 71,4% dos locais encontrados de focos, apresentando uma queda em relação a março de 2013 de 11,85%", explicou.

O percentual dos pequenos depósitos móveis e fixos (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, calha, laje, ralos, sanitários em desuso, etc.) e nos depósitos de lixo e outros resíduos sólidos apresentaram um aumento de 50,52% comparando com o último Lira realizado em março. O desenvolvimento do mosquito continua dentro do domicílio onde encontra alimento, abrigo e condições de proliferação, visto que não foram encontrados focos em terrenos baldios.

"A comunidade tem um papel importante neste controle, pois deve intensificar e mobilizar toda a sociedade no cuidado e no tratamento mecânico, que é a eliminação de locais com probabilidade de se tornar criadouro do mosquito através do controle físico e manejo ambiental", destacou a secretária de Saúde, Goretti Reis.




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