quarta-feira, 17 de abril de 2013

Conselheiros prestigiam posse do professor Jouberto Uchôa na cadeira 23 da ASL


Quatro livros publicados e uma vida dedicada à educação e à preservação da memória sergipana. Estes foram os requisitos que fizeram do professor Jouberto Uchôa de Mendonça, reitor da Universidade Tiradentes, o mais novo imortal da Academia Sergipana de Letras (ASL). A posse do homem que começou a vida como tecelão, foi vigilante de escola e, nos últimos 50 anos, construiu um dos maiores grupos educacionais do Nordeste, aconteceu na noite dessa segunda-feira, 15, no Salão de Festas Sônia Lima, bairro Atalaia, zona sul de Aracaju. 


A solenidade foi prestigiada pelo conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Carlos Alberto Sobral de Souza, e pelo conselheiro Clóvis Barbosa de Melo, além da participação da coordenadora-pedagógica da Escola de Contas (Ecojan), a acadêmica Patrícia Verônica Carvalho Sobral de Souza.


“Antes mesmo de ingressar na Academia o professor Uchôa já estava imortalizado pela grandeza de sua obra em nosso estado. O que seria de Sergipe sem a Universidade Tiradentes? Uchôa possui um cabedal de sabedoria, experiência e tantas outras virtudes que só irão engrandecer a Academia Sergipana de Letras”, exaltou a acadêmica Patrícia Verônica.
O professor Uchôa assume a cadeira número 23 da ASL, que tem como patrono o jurista Ciro Franklin de Azevedo e como último sucessor o historiador e jornalista Luiz Antônio Barreto, considerado um dos maiores pesquisadores de Sergipe. “Luiz Antônio foi meu aluno e isso para mim é uma glória. Deixou o exemplo de dignidade, dedicação, humildade por excelência. É um marco que Sergipe não pode esquecer e eu me sinto honrado em poder sentar na cadeira que ele sentou e defender com unhas e dentes aquilo que ele defendia – a cultura, a história e a educação da nossa terra”, afirma o professor Uchôa.
Diretora do Instituto Tobias Barreto, a professora Raylane Navarro, viúva de Luiz Antônio Barreto, ressalta que tanto o último sucessor, quanto o novo titular da cadeira 23 da ASL são de origem humilde e, com estudo e trabalho, se tornaram referência naquilo que se propuseram como missão de vida. 
“O professor Uchôa foi aquele com quem Luiz Antônio contou para fazer com que o produto de seu trabalho, o Instituto Tobias Barreto, sobrevivesse a ele. Além disso, o papel de agente cultural, para além de professor, escritor e reitor, dará orgulho a Academia Sergipana de Letras. Penso que tais motivos são mais do que suficientes para dizer que a cadeira número 23 da Academia tem, no professor Jouberto Uchôa de Mendonça, um legatário a altura de Luiz Antonio Barreto, aquele que com certeza deu muito orgulho a esta casa”, ressalta Raylane. 
Para o presidente da ASL, José Anderson do Nascimento, a posse do professor Uchôa representa um momento de transformação dentro da Academia Sergipana de Letras. “É a chegada de um agente educacional, um empresário e professor militante, ligado à educação e à cultura também. A importância de Jouberto Uchôa dentro da sociedade é a atividade sociocultural que vem desenvolvendo ao longo de 50 anos, desde a fundação do Colégio Tiradentes. Ele entra na Academia com essa visão de contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Estado”, avalia.

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